David, do Vasco, é intimado pela Polícia Civil do RJ e deve entregar o passaporte na sexta

A Polícia Civil do Rio de Janeiro intimou o jogador David Corrêa, do Vasco, a comparecer à 14ª DP (Leblon) na sexta-feira (30). Ele deve apresentar o passaporte e ser notificado sobre medidas cautelares fixadas pela Justiça do Espírito Santo.
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Clube e jogador não responderam aos contatos da reportagem até a publicação. O texto será atualizado caso haja manifestação.
Investigação mira organização criminosa com ramificações em vários estados
A ação deu apoio à Polícia Civil capixaba no âmbito da Operação A Tropa. A investigação apura possíveis crimes de organização criminosa, tráfico interestadual de drogas e armas e lavagem de dinheiro.
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As autoridades também examinam uma possível ligação com a facção Comando Vermelho (CV).
Quais medidas o jogador terá de cumprir
Pela decisão, David fica impedido de sair do país. Também não pode manter contato com outros investigados nem com testemunhas, e precisa se apresentar à Justiça em intervalos regulares.
Segundo a polícia, se as regras forem descumpridas sem justificativa, a Justiça pode decretar prisão preventiva, mediante decisão judicial.
David já havia prestado depoimento em agosto
O jogador depôs em agosto e negou qualquer envolvimento com tráfico de drogas e armas. Na ocasião, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na residência dele, na Barra da Tijuca, e no centro de treinamento do Vasco, em Vargem Grande, ambos na zona sudoeste do Rio.
Conhecido também como DVD, o atleta tem 30 anos e nasceu em Serra, no Espírito Santo. Ganhou projeção nacional defendendo o Vitória-BA e passou por clubes como São Paulo, Cruzeiro, Internacional e Fortaleza.
Como a Operação A Tropa foi conduzida
A operação nasceu de uma investigação da Polícia Civil do Espírito Santo. No Rio, a 14ª DP (Leblon) coordena a ação, com apoio da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Desarme) e de outras unidades do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC).
Em nota, a Polícia Civil do RJ afirmou que “a operação apura a atuação do grupo, que possui ramificações em diferentes estados, e analisa possíveis envolvimentos de atletas profissionais e empresários com a organização criminosa”.
Ainda segundo o comunicado, o nome “A Tropa” faz referência à autodenominação usada pelos próprios investigados para se referirem ao grupo.
Editoria:
Redação Política
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