Reginaldo Ferreira, candidato ao Senado pelo Ceará, quer proibir pulverização aérea de agrotóxicos
Reginaldo Ferreira quer ampliar para todo o Brasil a lei cearense que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos.
O cearense Reginaldo Ferreira (PSTU), de 53 anos, é um dos nomes na disputa por uma vaga no Senado nas eleições de 2026. Natural de Limoeiro do Norte, o candidato tenta o cargo pela primeira vez, mas carrega uma longa trajetória de candidaturas anteriores.
Historiador e educador de formação, ele também integra o Movimento 21 de Abril e a Central Sindical e Popular Conlutas.
Além da corrida pelo governo do estado, os eleitores do Ceará vão às urnas para escolher dois representantes na casa legislativa. Reginaldo Ferreira busca se eleger senador e tem como primeiro suplente um companheiro de partido, ambos filiados ao PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado.
Trajetória de candidaturas e ativismo
Reginaldo não é novato em pleitos eleitorais. Já concorreu a vice – prefeito em 2008 e a prefeito em 2012, ambos em Limoeiro do Norte, sem sucesso. Tentou ainda uma cadeira no Senado em 2010 e disputou o cargo de vice – governador em 2018 e 2022, mas não se elegeu em nenhuma dessas ocasiões.
Fora da política institucional, o ativista participa da campanha “Revoga Já – Chuva de Veneno Nunca Mais”. A iniciativa alerta sobre os perigos da pulverização de agrotóxicos com drones em comunidades do Vale do Jaguaribe. A atuação de Reginaldo nessa frente está diretamente ligada a uma de suas principais bandeiras no Senado.
Propostas para o Senado: agroquímicos e extinção da Casa
Uma das prioridades do candidato é o combate ao uso intensivo de agrotóxicos no campo, especialmente o que ativistas chamam de “chuva de veneno” — a aplicação de grandes volumes desses produtos por aeronaves ou drones. Reginaldo defende levar para o âmbito nacional uma legislação do Ceará que proibiu a pulverização aérea de agrotóxicos em áreas agrícolas, tornando o estado pioneiro no país com esse tipo de restrição.
A lei estadual recebeu o nome de Zé Maria do Tomé, ativista assassinado em 2010 após denunciar a contaminação por agrotóxicos na Chapada do Apodi.
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Em 2024, no entanto, uma mudança na legislação cearense criou uma exceção à proibição, permitindo a aplicação desses produtos por drones nas plantações — prática que Reginaldo critica abertamente. Outra proposta de impacto do candidato é a extinção do Senado Federal.
Ele defende a criação de uma “Câmara Única”, que concentraria em uma só Casa as funções hoje divididas entre Câmara dos Deputados e Senado. Para Reginaldo, o novo modelo ampliaria a participação de trabalhadores e organizações populares no processo de tomada de decisões políticas.