Quase 80% do vinho produzido no Brasil em 2025 veio de uvas americanas ou híbridas

O Brasil produziu 309,75 milhões de litros de vinho em 2025, e a grande maioria dessa bebida — quase 80% — veio de uvas americanas ou híbridas. Os dados são do Anuário do Vinho 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa.
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O levantamento oficial mostra que, do total declarado no ano passado, cerca de 244,7 milhões de litros se encaixam em categorias que envolvem esses tipos de uva. Na prática, isso significa que quatro em cada cinco litros de vinho produzidos no Brasil têm origem em variedades americanas ou híbridas.
O peso das uvas americanas e híbridas na produção
O anuário do Mapa detalha a produção em quatro categorias. Cerca de 53,2 milhões de litros foram classificados como “Americana”. Já na categoria “Americana ou Híbrida” entraram 74,8 milhões de litros. Outros 2,1 milhões de litros foram registrados como “Híbrida”.
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Há ainda uma quarta categoria, chamada “Vinifera Americana ou Híbrida”, que respondeu por aproximadamente 114,6 milhões de litros. Somando todos esses grupos, o volume chega a 244,7 milhões de litros — o equivalente a 79% de tudo que foi produzido no país em 2025.
O predomínio dessas variedades ajuda a explicar os preços mais acessíveis dos vinhos brasileiros. Um dos exemplos mais emblemáticos é a vinícola gaúcha Campestre, localizada em Campos de Cima da Serra. Só o rótulo Pérgola, da marca, produz 16 milhões de litros por ano.
Grande parte desse volume abastece o mercado interno, mas o Pérgola também lidera as exportações brasileiras de vinho.
Qual a diferença entre os tipos de uva?
As uvas americanas são variedades do gênero Vitis labrusca, originárias do continente americano. No Brasil, as mais conhecidas na produção de vinhos de mesa são Isabel, Bordô e Niágara. Já as uvas híbridas surgem do cruzamento entre diferentes espécies de videiras. O objetivo é unir características como adaptação ao ambiente, resistência a doenças e qualidade para a produção da bebida.
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As uvas viníferas, por sua vez, pertencem à espécie Vitis vinifera e são as mais usadas na produção de vinhos finos. Entre as variedades mais comuns estão Cabernet Sauvignon, Merlot, Alvarinho e Touriga Nacional. Apesar de serem a base dos vinhos mais sofisticados, elas representam uma fatia menor da produção total do país.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



