PT aciona STF e TSE para estender votação do segundo turno até as 19h em todo o Brasil
O PT (Partido dos Trabalhadores) acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para pedir que a votação do segundo turno seja estendida em todo o Brasil até as 19h do domingo (25). O pedido se apoia em relatos de cidades que funcionam sem a totalidade da frota municipal, o que tem dificultado o trajeto de eleitores até as urnas.
Campanhas pedem extensão do horário em estados diferentes
O primeiro requerimento foi enviado ao TSE pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, endereçado ao presidente Kassio Nunes Marques. A denúncia inicial da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porém, citava apenas alguns estados.
A coligação começou pedindo mais tempo para zonas eleitorais na Bahia, especificamente em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, apontadas como as mais afetadas. Depois, solicitou que a medida também alcançasse Piauí, Paraíba, Paraná, Pará e Rio de Janeiro, além de “qualquer unidade da Federação em que se registrem as mesmas intercorrências”.
Na sequência, a campanha levou um novo pedido ao STF para que o encerramento da votação do segundo turno fosse adiado por mais duas horas em todo o território nacional.
Zanin estende a votação para as 19h em todo o país
O ministro Cristiano Zanin foi sorteado relator do caso e, minutos depois, acatou a solicitação. Ao decidir, ele determinou a extensão do horário de votação no Brasil, dando prazo até as 19h.
“Considerando a gravidade dos fatos narrados, que chegaram ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal em 16:32:49, da data de hoje, e diante da urgência evidente na medida, determino prorrogação por duas horas, até as 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, cabendo ao TSE dar cumprimento”, disse Zanin na decisão.
Já a campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao TSE a mesma extensão, até as 19h, mas somente para Paraná, Santa Catarina e São Paulo, por causa das fortes chuvas que atingiram esses estados no domingo. Esse pedido também ficou sob relatoria de Nunes Marques.
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Falta de ônibus gera ações na Justiça Eleitoral
Ao longo da votação, passageiros passaram a relatar filas, atrasos e menos ônibus circulando. As queixas levaram PT e PSOL a acionar a Justiça Eleitoral em São Paulo e na Bahia, enquanto o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Sergipe mandou recompor a frota intermunicipal.
Em São Paulo, a campanha de Lula disse ter recebido denúncias de poucos ônibus nas ruas da capital paulista, o que tornaria mais difícil o deslocamento dos eleitores até os locais de votação. A ordem para que 100% da frota ficasse à disposição da população foi assinada no sábado (24) pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Tiago Ducatti Machado, em ação popular apresentada por parlamentares do PSOL.
À CNN, a Prefeitura afirmou ter sido notificada pelo TRE-SP ainda no sábado (24). Segundo a gestão, logo depois reforçou com todas as empresas de ônibus da cidade a necessidade de colocar 100% da frota em operação.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), negou a acusação. Ele disse que a frota da capital paulista opera normalmente e que a oferta está acima da demanda.
Na Bahia, a Polícia Federal determinou a prisão em flagrante de Pablo Souza, Secretário Municipal de Mobilidade de Salvador (SEMOB), por causa da redução da frota de transporte público. O TRE-BA (Tribunal Regional Eleitoral) também determinou a recomposição imediata da frota do transporte público, que deve chegar a 100%.
Em Sergipe, a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe veio depois de denúncias de passageiros sobre a redução de ônibus e de questionamentos da Federação Brasil Esperança.
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