Psiquiatra Augusto Cury avalia candidatura presidencial focada na saúde mental

Augusto Cury diz que só será candidato à Presidência se for convidado por um partido e alerta para os riscos do poder à saúde emocional.

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Foto: Reprodução

Augusto Cury avalia candidatura à Presidência com foco na saúde emocional

O psiquiatra e autor de livros de autoajuda Augusto Cury tem se posicionado publicamente sobre a possibilidade de concorrer à Presidência da República. A discussão, que começou há cerca de uma semana, ganhou destaque através de suas redes sociais e vídeos divulgados online.

Cury esclarece que sua participação no cenário político dependerá de um convite formal de um partido político.

Interesse em contribuir com a saúde mental do país

Em um vídeo divulgado na quarta-feira, 11 de março de 2026, Cury enfatizou que sua motivação não reside em ambições pessoais de poder. Ele relaciona sua possível entrada na política com o trabalho que pretende desenvolver na área da saúde emocional.

O psiquiatra expressou preocupação com os efeitos negativos do poder e da fama sobre o bem-estar mental, alertando para o risco de vaidade, radicalismo e ansiedade em relação à manutenção do poder.

Priorizando o diálogo e projetos de Estado

Cury declarou que considera a candidatura uma contribuição pública, caracterizada por sacrifício e doação. Ele ressaltou a divisão familiar e a polarização na sociedade brasileira, e a vontade de promover a pacificação do país. Segundo ele, apenas alguém que priorize o bem-estar da sociedade sobre seus próprios interesses ou ideologias seria digno do poder. “Não vejo prazer no poder.

Sempre afirmei, como psiquiatra e construtor de conhecimentos sobre a mente humana, que o poder e a fama, quando mal trabalhados, podem infectar a saúde emocional, ampliando vaidade, radicalismo e a necessidade ansiosa de preservação do próprio poder.

O poder mal administrado reduz a empatia, transforma adversários em inimigos”, afirmou.

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Dependência de convite partidário

Em mensagem publicada no X (Twitter) no dia 4 de março, Cury detalhou que sua candidatura estaria condicionada a um convite de um partido político. Ele expressou o desejo de uma política focada em projetos de Estado, e não em disputas partidárias ou ideológicas. “Minha candidatura só será possível se houver um partido que me convide, pois desejo fazer uma política de Estado, e não de partidos.

Gostaria de ser procurado por partidos para que possamos conversar sobre projetos e não sobre pessoas ou ideologias”, escreveu.

Visão para 2050

Adicionalmente, Cury acrescentou: “Caso não haja essa abertura ao diálogo, minha pré-candidatura não se viabilizará. Meu objetivo não é ser refém de nenhum partido, mas sim ser refém a um projeto para o Brasil dos nossos sonhos até 2050”.

O autor destaca sua posição como o psiquiatra mais lido do mundo e o brasileiro mais vendido do século 21, com suas obras traduzidas para mais de 90 países e vendidas em mais de 45 milhões de exemplares no Brasil.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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