Universidade de Basel testa banho frio por 12 semanas e vê 26% menos licenças médicas

Quem não abre mão de um banho quente pode querer repensar o hábito. Pesquisadores da Universidade de Basel, na Suíça, investigaram os possíveis benefícios dos banhos frios para a saúde e também seus efeitos ambientais. O estudo foi conduzido pela psicóloga Dra.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Lena Glaser como parte de sua tese de doutorado.
A pergunta de partida era simples: uma troca mais sustentável, como baixar a temperatura do chuveiro, também poderia trazer vantagens para a saúde?
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Como o estudo foi montado
Ao longo de 12 semanas, 719 participantes saudáveis receberam a orientação de tomar banho diariamente com água fria. Nem todos encararam o desafio. Muitos abandonaram o protocolo já nas primeiras duas semanas.
O que mudou para quem persistiu
Entre os voluntários que continuaram com o banho frio, a comparação com quem tomou banhos mornos apontou 26% menos dias de licença médica e 31% menos dias de trabalho perdidos.
Esses participantes também relataram melhora no bem-estar mental de maneira geral, segundo o que foi registrado pelo estudo.
Por que os resultados pedem cautela
Os próprios pesquisadores apontaram um problema central: os dados vieram do que os voluntários contaram sobre si mesmos. Não houve exames de sangue nem outras medições fisiológicas que pudessem detectar alterações no organismo.
Na avaliação deles, portanto, não é possível afirmar que o banho frio tenha de fato fortalecido a saúde ou evitado doenças. Parte do efeito observado pode vir do placebo, ou seja, da percepção positiva que os participantes tiveram sobre a experiência.
Economia de carbono foi estimada, não medida
No campo ambiental, os participantes economizaram cerca de 8,8 toneladas métricas de dióxido de carbono. O volume equivale às emissões de um carro rodando 58 mil quilômetros.
Esse número não saiu da leitura dos medidores de energia das residências. Ele foi calculado a partir de estimativas ligadas à redução do uso de água quente.
Alternativa para quem não encara água gelada
Para quem não consegue abrir mão do conforto, Glaser sugere um meio-termo: diminuir um pouco a temperatura da água, sem chegar a um banho extremamente frio.
Segundo a pesquisadora, essa mudança pode ajudar a reduzir o consumo de energia e a economizar dinheiro, além de trazer benefícios ambientais. Quanto à saúde, ainda são necessários estudos que comprovem se o hábito realmente contribui para reduzir doenças.
Editoria:
Redação Saúde e Educação
A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



