Flávio ou Lula: por que o próximo presidente começa sem lua de mel, segundo a Arko

Para Cristiano Noronha, da Arko Advice, o vencedor herda contas frágeis, precisa montar base no Congresso, onde o PL tem as maiores bancadas.

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SP - Eleições 2024/SP/URNA ELETRÔNICA - POLÍTICA - Urna eletrônica e seção eleitoral na cidade de São Paulo, neste domingo, 6 de outubro de 2024, primeiro turno das eleições municipais que ocorre em todo o país. 06/10/2024 - Foto: WILLIAN MOREIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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A disputa entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chega à reta final da campanha eleitoral apertada, mas com leve favoritismo para o candidato do PL, segundo análise de Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice, feita em vídeo para o WW.

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Para ele, as pesquisas indicam que as ofensivas do petista não bastaram para reverter a vantagem obtida por Flávio no primeiro turno.

Na avaliação do analista, quem vencer vai assumir com desafios pesados. O primeiro deles é o fiscal, num momento em que as contas do país já mostram bastante fragilidade.

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Lula apostou em medidas, ruas e redes sociais

Para tentar diminuir a diferença, Lula ampliou o pacote de medidas, foi às ruas com mobilizações e reforçou a presença nas mídias sociais. Segundo Noronha, porém, os levantamentos sugerem que o esforço não surtiu o efeito esperado.

Com isso, Flávio Bolsonaro entra na fase decisiva em posição ligeiramente melhor que a do presidente.

Contas públicas são o primeiro teste do próximo presidente

Noronha lista uma série de pressões sobre o caixa que o vencedor terá de enfrentar: a perda de arrecadação das bets, o gasto social feito nos últimos dias e as promessas de campanha. Todas, diz ele, exigem recursos que o país hoje tem dificuldade de garantir.

Além do orçamento, o eleito precisará montar uma base parlamentar sólida, capaz de assegurar governabilidade e fazer avançar uma agenda que o analista classifica como difícil.

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PL sai à frente na disputa pelo Congresso

Pelo perfil do Congresso Nacional, Flávio deve ter mais facilidade nessa tarefa, avalia Noronha. O PL elegeu as maiores bancadas na Câmara e no Senado, o que favorece a formação de uma base de apoio.

Para Lula, a construção da governabilidade tende a ser mais trabalhosa, segundo o vice-presidente da Arko Advice.

Há ainda a questão da popularidade. Todo presidente eleito costuma ter uma lua de mel com a população, mas, com uma campanha tão polarizada e o país muito dividido, a expectativa é de que esse período dure pouco. E, quando a popularidade fica baixa, lembra Noronha, o custo para governar também sobe.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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