Projeto de saúde pública vai soltar 90 mil mosquitos machos estéreis para reduzir população

Projeto libera 90 mil mosquitos machos estéreis para conter proliferação do Aedes albopictus na região.

24/09/2026 13:41

3 min

Unidades de Saúde Pública na cidade de Lisboa, Portugal, já soltaram 60 mil mosquitos e liberarão mais 30 mil nesta quinta (24)
Unidades de Saúde Pública na cidade de Lisboa, Portugal, já solt...
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Moradores de diversas freguesias da região vão ter que se acostumar com uma presença incomum nos próximos dias: a de milhares de mosquitos soltos pela cidade. Um projeto de controle de pragas está liberando machos da espécie Aedes albopictus— o mosquito – tigre – asiático — com o objetivo de reduzir a população total do inseto a longo prazo. A ação já colocou 60 mil mosquitos nas ruas nas últimas semanas, e a última leva programada será solta nesta quinta – feira (24), com mais 30 mil exemplares.

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Diferente do que se possa imaginar, a presença desses mosquitos não representa risco direto à saúde. Todos os indivíduos liberados são machos, o que significa que não picam. Além disso, eles são estéreis, ou seja, não vão gerar descendentes.

A lógica por trás da iniciativa é fazer com que esses machos estéreis passem a competir com os machos férteis que já estão no ambiente, criando uma barreira natural para a reprodução e, consequentemente, para a proliferação da espécie.

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Por que mirar no Aedes albopictus?

O mosquito – tigre – asiático, nome popular do Aedes albopictus, é um vetor conhecido de doenças graves. Ele pode transmitir dengue, febre amarela e zika, enfermidades que exigem atenção constante das autoridades sanitárias e da população. A estratégia de liberar machos estéreis busca justamente conter o avanço desses quadros, atacando a origem do problema.

É importante destacar que, mesmo com a liberação dos mosquitos estéreis, outras medidas de prevenção não podem ser abandonadas. O projeto funciona como uma ferramenta adicional, mas não substitui os cuidados básicos. Tanto a população quanto o governo local precisam continuar tomando providências para evitar a proliferação do inseto.

Prevenção continua sendo essencial

A principal recomendação das autoridades segue sendo a mesma: evitar o acúmulo de água parada. Essa é a medida mais eficaz para impedir que os mosquitos encontrem criadouros e se reproduzam. Com a chegada dos machos estéreis, a expectativa é que a competição por acasalamento reduza o número de novos mosquitos férteis, mas o trabalho de campo — como a eliminação de recipientes com água — não pode parar.

A liberação dos 30 mil mosquitos restantes nesta quinta – feira marca o fim da primeira fase programada do projeto. A partir de agora, os responsáveis pela iniciativa devem monitorar os resultados e avaliar o impacto da medida na população de Aedes albopictus da região. Caso os dados mostrem eficácia, novas liberações podem ser planejadas para o futuro.

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Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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