Presidente do KMT visitará a China continental a convite de Xi Jinping

Visita da Líder do KMT à China Continental Promove Diálogo Entre Partidos
O Comitê Central do Partido Comunista Chinês (PCCh) e o secretário-geral Xi Jinping confirmaram o convite à presidenta do partido opositor Kuomintang (KMT) taiwanês, Zheng Liwen, para liderar uma delegação em visita à China continental. Segundo a agência Xinhua, a visita ocorrerá entre 7 e 12 de abril e incluirá Jiangsu, Xangai e Pequim.
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A iniciativa representa a primeira vez em quase uma década que a chefe do KMT se reúne com um líder da China.
Reafirmação do Interesse em Relações Pacíficas
Song Tao, diretor do Escritório de Assuntos de Taiwan do Comitê Central do PCCh, explicou que o convite reflete o desejo expresso por Zheng Liwen de visitar a China continental, para promover o desenvolvimento pacífico das relações entre o KMT e o PCCh e entre os dois lados do Estreito de Taiwan.
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A iniciativa busca fortalecer o diálogo e a cooperação entre os partidos.
Contexto Histórico da Visita
A visita de Zheng Liwen se assemelha à realizada em 1º de novembro de 2016, quando a então presidenta do partido, Hung Hsiu-chu, foi recebida por Xi Jinping. Essa visita ocorreu após a volta do Partido Democrático Progressista (PDP) ao governo de Taiwan, consolidando a relação entre os partidos.
Intercâmbios Recentes e Acordos
Desde a última visita, delegações do KMT continuaram a visitar a China continental. Em agosto de 2022, o vice-presidente do KMT, Andrew Hsia, liderou uma delegação por 17 dias, buscando fortalecer a comunicação entre as margens do Estreito. Em abril de 2024, o coordenador da bancada legislativa do KMT, Fu Kun-chi, liderou um grupo de 17 legisladores em uma visita de três dias, resultando em medidas de abertura comercial da China para produtos agrícolas e pesqueiros taiwaneses.
O Consenso de 1992: Base das Relações
O Consenso de 1992, um acordo político firmado em novembro daquele ano entre representantes dos dois lados do Estreito, estabelece o reconhecimento de que existe uma única China, ainda que cada lado mantenha interpretações próprias sobre o que isso significa.
Esse consenso é fundamental para as relações institucionais entre o PCCh e o KMT, embora seja formalmente rejeitado pelo PDP, enquanto o KMT o aceita como base para o diálogo e se opõe à independência de Taiwan.
Editoria:
Redação Internacional
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