Polícia identifica mulher que chamou jovem de “preto bosta” no metrô de SP; como fica o caso

Suspeita será intimada a depor na Delpom; vítima Márcio Ferreira já foi ouvida, e imagens de câmeras da estação Vila Sônia serão requisitadas na investigação.

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Imagens de senhora proferindo falas racistas ao estudante no metrô de SP
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A mulher suspeita de ofender com falas racistas um jovem negro na estação Vila Sônia Profª Elisabeth Tenreiro, da Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo, foi identificada pela Polícia Civil. O episódio ocorreu no domingo (18), e a suspeita, que se declarou bolsonarista, foi filmada durante as ofensas.

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Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), ela será intimada a comparecer à delegacia. O caso está registrado na Delegacia do Metropolitano (DELPOM), responsável pela investigação de injúria racial.

Márcio Ferreira foi xingado após tentar acalmar discussão

Ao se aproximar para apaziguar a briga, ele virou alvo da suspeita. De acordo com o relato, a mulher passou a chamá-lo de “preto bosta” e chegou a agredi-lo fisicamente.

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O jovem já prestou depoimento à autoridade policial. Os agentes da concessionária que atenderam a ocorrência também foram intimados a depor, e as imagens das câmeras de segurança da estação serão requisitadas para ajudar na apuração.

Em nota, a SSP resumiu o andamento do caso: “A mulher suspeita de cometer o crime de injúria racial foi identificada e será intimada a comparecer à delegacia. A vítima foi ouvida pela autoridade policial, que também intimou os agentes que atenderam à ocorrência a prestarem declarações. As imagens das câmeras de segurança do local dos fatos serão requisitadas para auxiliar nas investigações. O caso é investigado pela Delegacia do Metropolitano (DELPOM).”

Ministério Público pediu abertura de inquérito

Antes da identificação da suspeita, o MPSP (Ministério Público de São Paulo) já tinha se manifestado sobre o caso. Por intermédio do GECRAD (Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância), o órgão disse ter sido informado do episódio e requisitou a instauração de inquérito policial para apurar a injúria racial.

A Motiva, que administra a linha, afirmou que seus funcionários acolheram a vítima. Em nota, a concessionária declarou: “Agentes de Atendimento e Segurança (AAS) da Linha 4-Amarela atenderam a uma ocorrência de desentendimento, com ofensas de cunho racista, entre dois clientes na estação Vila Sônia Profª Elisabeth Tenreiro, na noite do último domingo (18). As equipes acolheram a vítima e ofereceram apoio para encaminhá-la a uma delegacia para o registro da ocorrência, que optou por não seguir naquele momento.”

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A empresa acrescentou: “A concessionária reforça a importância de os clientes registrarem formalmente os casos ocorridos nas estações, seja com as equipes de segurança das plataformas ou junto às autoridades policiais, ainda que num momento posterior. A empresa repudia veemente qualquer manifestação de racismo e discriminação e permanece à disposição das autoridades para colaborar com a apuração dos fatos.”

O próximo passo da investigação é ouvir a suspeita, que ainda deve ser formalmente intimada pela Delegacia do Metropolitano.

A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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