Polícia Federal se prepara para repatriar Gerson Palermo, líder do PCC, da Bolívia

A Polícia Federal se prepara para repatriar Gerson Palermo, líder do PCC, preso na Bolívia. Descubra os detalhes dessa operação e os desafios enfrentados!

27/05/2026 07:21

3 min

Polícia Federal se prepara para repatriar Gerson Palermo, líder do PCC, da Bolívia
(Imagem de reprodução da internet).

Polícia Federal deve repatriar traficante Gerson Palermo

A Polícia Federal (PF) está prevista para trazer de volta ao Brasil, ainda nesta semana, o traficante Gerson Palermo, líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), que foi preso na manhã desta terça-feira (26) na Bolívia. A expectativa é que ele chegue ao território brasileiro nesta quarta-feira (27), embora haja obstáculos logísticos devido a protestos no país vizinho, que complicam a transferência.

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De acordo com informações da CNN Brasil, os protestos na Bolívia têm gerado dificuldades para as forças de segurança brasileiras, atrasando o processo de repatriação de Gerson, que estava foragido desde 2020. Naquele ano, ele recebeu um benefício de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, mas acabou fugindo.

Ao retornar ao Brasil, o traficante deverá ser encaminhado à penitenciária federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

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Histórico criminal de Gerson Palermo

Gerson Palermo, condenado a quase 126 anos de prisão, é um dos principais nomes do tráfico de drogas no Brasil. Em agosto de 2000, ele participou do sequestro de um Boeing 727 da antiga Vasp, que saiu do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba.

O avião foi sequestrado cerca de 20 minutos após a decolagem e forçado a pousar em Porecatu (PR), onde o grupo roubou malotes do Banco do Brasil, totalizando cerca de R$ 5,5 milhões. Por esse crime, Palermo foi condenado a 66 anos e 9 meses de prisão.

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Em março de 2017, a PF deflagrou a Operação All In, que investigou um esquema de tráfico internacional de drogas, apontando Palermo como um dos líderes do grupo. A cocaína era transportada da Bolívia em aviões até Corumbá (MS) e, em seguida, levada em caminhões para outros estados.

Por tráfico e associação para o tráfico, ele recebeu mais 59 anos de pena, totalizando quase 126 anos.

Controvérsias sobre a soltura de Palermo

Apesar das condenações, Gerson Palermo foi solto pelo plantão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Mensagens encontradas nos celulares de assessores do gabinete levantam suspeitas sobre a venda da sentença. O habeas corpus, que continha 208 páginas, foi decidido em apenas 40 minutos.

A prisão domiciliar foi concedida durante a pandemia de Covid-19, sob a justificativa de problemas de saúde, mas o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) apontou a ausência de um laudo médico que comprovasse a condição alegada.

Uma mensagem encontrada pela PF indicava que o habeas corpus estava sendo providenciado a pedido de um chefe, enquanto outra assessora mencionou que a decisão era uma determinação do desembargador. O caso foi analisado em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), resultando na punição de aposentadoria compulsória do desembargador pelo CNJ em março deste ano.

O STF (Supremo Tribunal Federal) está avaliando nesta semana a questão da aposentadoria compulsória como punição para magistrados, com a análise ocorrendo na Primeira Turma da Corte. Em março, o ministro Dino decidiu que infrações graves cometidas por esses servidores públicos devem resultar na perda do cargo, ao invés de aposentadoria compulsória.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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