Polícia Civil apreende 2 adolescentes por morte de engenheiro espancado após ato pró-Lula em Santos

A Polícia Civil apreendeu dois adolescentes suspeitos de envolvimento na morte do engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos. Ele foi espancado e roubado em Santos, no litoral paulista, depois de participar de um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou o caso. Segundo a pasta, o 4º Distrito Policial de Santos já identificou cinco adolescentes e dois adultos suspeitos de participação no latrocínio, e os investigadores seguem apurando a participação de cada um.
Policiais fazem buscas e apreensões contra adolescentes
Até agora, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão contra dois dos adolescentes. A polícia não divulgou, até a publicação, novas prisões ou medidas contra os demais suspeitos.
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Por enquanto, a investigação continua aberta, e a SSP-SP não informou prazo para concluir o inquérito.
Agressão aconteceu após show na Avenida Conselheiro Nébias
Marcelo foi atacado de madrugada, no sábado (24), logo após assistir a uma apresentação da Banda Esquerdantina na Avenida Conselheiro Nébias, perto do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro). Por volta das 3h, ele deixou os amigos para ir ao banheiro e foi encontrado inconsciente.
De acordo com a SSP, um grupo de homens abordou o engenheiro, espancou-o e levou seus pertences. Ele foi levado à Santa Casa de Santos e, depois, transferido para o Hospital São Paulo, unidade universitária da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Marcelo ficou em coma induzido e morreu na tarde de segunda-feira (26).
Transmissão ao vivo registrou o crime
Imagens divulgadas na terça-feira (27) pelo g1 mostram que os agressores transmitiram o ataque ao vivo. Em um trecho da gravação, um dos suspeitos manda o engenheiro entregar o celular e faz ameaças.
Depois disso, Marcelo recebe um soco, cai no chão e tem os pertences levados. O caso, que começou como roubo com lesão corporal grave, passou a ser tratado como latrocínio depois da morte da vítima.
Em nota, a Unifesp lamentou a morte do estudante e cobrou a identificação e a responsabilização dos envolvidos. A universidade disse que acompanha o caso e presta apoio à família.
Editoria:
Redação Brasil
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