Café arábica cai 2,39% em Nova York e fecha a US$ 2,93 por libra-peso com real mais fraco

Expectativa de mais exportações do Brasil e estoques certificados perto da mínima de 27 anos, em 224.822 sacas, mantêm o mercado atento à oferta do grão.

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Contrato para dezembro alcança US$ 3,15 por libra-peso, maior cotação em seis semanas, diante dos riscos climáticos para as safras do Brasil e do Vietnã | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Contrato para dezembro alcança US$ 3,15 por libra-peso, maior co...
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O café arábica recuou na bolsa de Nova York na terça-feira (27), pressionado pela expectativa de mais vendas do Brasil. O contrato com entrega em dezembro caiu 2,39% e fechou cotado a US$ 2,93 por libra-peso.

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Segundo a Barchart, as cotações ampliaram as perdas da segunda-feira, quando o real se desvalorizou diante do dólar. A moeda brasileira tinha caído 8,8% na sessão anterior e recuperou 1,3% no pregão seguinte. Para a Barchart, “um real mais fraco tende a estimular as exportações, já que os produtores e comerciantes brasileiros podem obter mais reais por cada dólar recebido nas vendas externas, favorecendo a oferta do grão no mercado internacional”.

Os estoques na bolsa também pesaram. Segundo a Bloomberg, quase 10 mil sacas chegaram aos armazéns na segunda-feira para classificação, o maior volume em mais de um mês. Depois da avaliação, parte desse café pode entrar nos estoques certificados e ampliar a oferta disponível.

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Mesmo com a chegada de novos lotes, os estoques certificados de arábica caíram 788 sacas na terça-feira, para 224.822 sacas, o menor nível em um mês e meio. O patamar segue perto da mínima de 27 anos, de 217.646 sacas, registrada em 15 de setembro, e por isso o mercado acompanha de perto a disponibilidade do produto.

Cacau sobe com oferta menor na África Ocidental

Sinais de redução da oferta na África Ocidental sustentaram os preços futuros do cacau na sessão de terça-feira na bolsa de Nova York. O contrato para entrega em dezembro subiu 1,58% e fechou a US$ 5.577 por tonelada.

Segundo a Barchart, as cotações recuperaram a maior parte das perdas da segunda-feira, quando a desvalorização do real pressionou o mercado. A queda da moeda brasileira tende a animar as vendas dos exportadores do país, que recebem mais reais por cada dólar obtido nas negociações internacionais.

O Brasil tem participação menor no mercado global do que os países da África Ocidental e o Equador, mas é o sétimo maior produtor mundial, com cerca de 4% a 5% da produção global. A estimativa é da ICCO (Organização Internacional do Cacau).

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Na Costa do Marfim, a retração nas entregas ajudou a conter a pressão sobre os preços. Dados do governo do país, divulgados na segunda-feira e repercutidos pela Bloomberg, mostram que os produtores levaram aos portos 44.241 toneladas na semana encerrada em 25 de outubro. O volume ficou 46% inferior às 82.010 toneladas da mesma semana do ano anterior, e o ritmo dessas entregas segue no radar dos participantes do mercado.

Açúcar se recupera após queda forte na véspera

Os contratos futuros de açúcar voltaram a subir na bolsa de Nova York, depois de uma desvalorização acentuada na sessão anterior. O vencimento para março avançou 0,52% e terminou cotado a 19,20 centavos de dólar por libra-peso.

Na segunda-feira, os preços tinham caído 5,6% e chegaram ao menor nível em um mês, segundo a Barchart. A desvalorização de quase 9% do real brasileiro foi um dos motores dessa queda, já que a moeda mais fraca favorece a competitividade das exportações do país.

Na terça-feira, o real recuperou parte do terreno, com alta de 1,2% frente ao dólar.

O câmbio ajudou a estabilizar as cotações. Com o real mais barato, exportadores brasileiros recebem mais moeda local por cada dólar vendido, o que os estimula a ampliar as vendas externas.

O Brasil pesa diretamente na formação dos preços internacionais por ser o maior produtor mundial de açúcar. De acordo com a OIC (Organização Internacional do Açúcar) e o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o país concentra cerca de 24% da produção global e mais de 50% das exportações mundiais da commodity.

Algodão e suco de laranja fecham em queda

Os contratos futuros de algodão também fecharam em baixa na bolsa de Nova York. O vencimento para dezembro caiu 1,26% e encerrou cotado a 78,06 centavos de dólar por libra-peso.

Dados compilados pela Barchart mostram que a colheita da safra norte-americana chegou a 52% da área prevista até 25 de outubro, sete pontos percentuais acima da média histórica para o período. O ritmo acelerado no campo acelerou a retirada do produto.

Em sentido contrário, a abertura das maçãs de algodão, etapa em que a fibra fica exposta e pronta para a colheita, atingiu 89% das lavouras. O índice está abaixo da média de 92% para a época. A avaliação final da temporada também registrou piora: a parcela de lavouras classificadas como boas ou excelentes caiu dois pontos percentuais, para 33%.

No suco de laranja, o contrato com vencimento em janeiro recuou 0,90% na terça-feira, na Bolsa de Nova York, e fechou cotado a US$ 1,43 por libra-peso.

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