Trump elogia Lula, mas não reconhece eleição, e PT vê brecha para cobrar posição de Washington

Partido define na quinta-feira (29) como mobilizar apoiadores em defesa da soberania nacional e tenta manter as ruas ocupadas após a vitória de Lula.

Atualizado em

2 min

Presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em discurso após vitória no 2º turno das eleições | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em discurso...
▼

O PT deve definir na quinta-feira (29) qual estratégia adotará para mobilizar apoiadores. A ideia central é defender a soberania nacional e rejeitar interferências externas, num momento em que o partido vê uma brecha na falta de reconhecimento formal de Donald Trump à vitória de Lula.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Edinho Silva, presidente do PT, está entre os dirigentes que defendem publicamente a mobilização. Nos bastidores, a sigla quer transformar a reação às declarações de Trump em um fato político concreto antes da reunião.

Trump não reconheceu a eleição, diz Venceslau

O analista de política Pedro Venceslau detalhou o raciocínio do partido durante o CNN 360º desta terça-feira (27). “Donald Trump não reconheceu a eleição no Brasil, fez uma declaração ali meio dúbia, elogiando Lula, mas sem reconhecer a eleição”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Venceslau, essa ambiguidade dá ao PT um argumento para cobrar uma posição clara de Washington. A pauta, porém, não se limita ao campo diplomático.

Como manter as ruas ocupadas depois da eleição

As manifestações em defesa de Lula durante o segundo turno pegaram o próprio partido de surpresa. Agora, a legenda tenta descobrir como canalizar essa energia para projetos do governo, sobretudo no Congresso Nacional.

Entre as ideias em discussão está a retomada de uma estrutura de produção de conteúdo digital. Nesse desenho, o deputado André Janones (Rede-MG) poderia ocupar algum órgão oficial ligado à área. “Que não seria a Secretaria de Comunicação (Secom)”, acrescentou Venceslau.

Reservadamente, o partido prevê resistência ao governo Lula caso sejam adotadas medidas de ajuste fiscal e outras agendas consideradas impopulares. Por isso, a avaliação é de que será preciso dar motivos concretos para levar apoiadores às ruas. “A eleição já acabou e Flávio Bolsonaro já foi derrotado, portanto o antibolsonarismo já não é mais um combustível para manter as ruas ocupadas”, destacou o analista.

Leia também

Ato em embaixada ou protestos em capitais ainda estão em aberto

O formato das manifestações ainda não foi definido. Pelo que apurou a CNN, há duas alternativas em discussão: um grande ato concentrado em local específico, como próximo a uma embaixada, ou atos espalhados por diversas capitais do país.

A decisão deve sair da reunião de quinta-feira, quando o partido pretende fechar posição sobre o tema.

Com informações de CNN Brasil.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e conferido por checagens automáticas de fidelidade ao original. Como trabalhamos: Política editorial.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!