PM resgata mulher filipina grávida mantida em cárcere privado em SP e prende companheiro

A operação destaca a importância da denúncia e do apoio familiar na luta contra a violência doméstica, evidenciando a necessidade de proteção às vítimas.

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Caso, registrado como violência doméstica, ameaça, sequestro e cárcere privado, estupro e perseguição, continua sendo investigado | Foto: Reprodução

A Polícia Militar de São Paulo resgatou, nesta terça-feira (21), uma mulher filipina grávida de cerca de seis meses que estava sendo mantida em cárcere privado pelo companheiro em uma residência na zona Norte da capital. O homem, de 42 anos, foi detido ainda na tarde do mesmo dia, ao retornar ao imóvel.

A operação de resgate teve início após uma denúncia feita pela família da vítima. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a mulher conseguiu entrar em contato com seus parentes que vivem nos Estados Unidos e relatou a situação.

A família então procurou um advogado, que acionou a Polícia Militar e forneceu os detalhes do caso para as autoridades.

Como o resgate foi realizado

Com base nas informações repassadas, agentes da PM se dirigiram ao endereço indicado na denúncia. Ao chegarem no local, encontraram a mulher e a criança; segundo os policiais, o companheiro mantinha sob seu controle o passaporte, o Registro Nacional Migratório e outros documentos pessoais, impedindo-a de deixar a casa.

Além disso, os policiais descobriram que o homem já tinha um histórico de condenação por cárcere privado relacionado à mesma vítima, ocorrido no Rio de Janeiro. Após esse episódio, ela se mudou para São Paulo em busca de proteção, mas o agressor voltou a procurá-la depois de deixar a prisão.

Tanto a mulher quanto seu filho foram levados à 4ª Delegacia de Defesa da Mulher para receber suporte das autoridades. A vítima solicitou medidas protetivas de urgência e foi encaminhada ao Hospital da Mulher para atendimento médico e realização de exame pericial.

Detenção do agressor

O agressor foi preso em flagrante ao retornar à residência onde mantinha a mulher em cativeiro. De acordo com o boletim de ocorrência, ele controlava todos os movimentos dela, escondia as chaves da casa e retinha seu celular e documentos familiares.

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Em algumas ocasiões, chegou a colocar cadeados nas janelas como forma de impedir sua saída.

Além disso, o filho mais velho da vítima era usado pelo homem como uma ferramenta para ameaçar a mãe. Durante a abordagem policial, foram encontradas na mochila do agressor as chaves da casa onde a mulher vivia, o passaporte do filho do casal e uma faca de cozinha.

O caso está sendo investigado sob as acusações de violência doméstica, ameaça, sequestro e cárcere privado, estupro e perseguição.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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