Pedidos de bens de capital nos EUA sobem 1,6% em agosto, acima do esperado

O dado reforça a expectativa de mais um trimestre de forte crescimento nos gastos empresariais, impulsionado por investimentos em inteligência artificial.

26/09/2026 09:41

2 min

Fábrica da Pacific Lock em Valencia, EUA
Fábrica da Pacific Lock em Valencia, EUA

Os pedidos de bens de capital fabricados nos Estados Unidos subiram mais do que o esperado em agosto, e os números do mês anterior foram revisados para cima. O dado sinaliza mais um trimestre de crescimento forte nos gastos empresariais com equipamentos, puxado pela expansão da infraestrutura de inteligência artificial.

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Segundo o Census Bureau do Departamento do Comércio, as encomendas de bens de capital não relacionados à defesa e excluindo aeronaves — um indicador direto dos investimentos das empresas — registraram alta de 1,6% no mês passado. Em julho, o avanço havia sido de 0,6%, em dado revisado para cima.

Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,5% para essa medida, após um resultado que havia ficado inalterado.

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Remessas e impacto no PIB

As remessas de bens de capital, que entram no cálculo do componente de gastos empresariais com equipamentos no relatório do Produto Interno Bruto (PIB), também cresceram. Em agosto, o avanço foi de 0,6%, depois de uma alta de 1,4% em julho.

O setor vive uma fase aquecida. Os gastos das empresas com equipamentos registraram dois trimestres consecutivos de crescimento de dois dígitos, impulsionados em grande parte pelos investimentos em inteligência artificial. Esse movimento tem ajudado a sustentar a economia como um todo, mesmo diante de incertezas em outros segmentos.

Na prática, a demanda por máquinas e equipamentos ligados à IA continua firme, mas há sinais de que o ritmo pode não se manter igual para todos os setores.

Riscos para setores não ligados à IA

Apesar do resultado positivo, economistas fazem ressalvas. O setor manufatureiro, especialmente os segmentos não ligados à inteligência artificial, pode desacelerar nos próximos meses. O alerta considera um cenário de alta nos preços do petróleo, nas taxas de juros e nos rendimentos dos Treasuries de longo prazo.

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Esses fatores pressionam os custos e podem reduzir o apetite por investimentos em áreas que não estejam diretamente relacionadas à inovação tecnológica. Enquanto a IA segue como motor de crescimento, o restante da indústria enfrenta um ambiente mais desafiador.

Empresas se preparam para agentes de IA no dia a dia, o que deve manter a demanda por equipamentos especializados aquecida. A dúvida, segundo analistas, é até quando o restante da economia conseguirá sustentar o mesmo ritmo sem ser afetado pelas pressões externas.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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