PEC do fim da escala 6×1 segue parada no Senado, critica CTB-RJ

Sindicalistas cobram de Davi Alcolumbre o despacho que envia à CCJ a proposta aprovada pela Câmara.

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A demanda pelo fim da escala 6×1 foi a principal pauta levada para a manifestação de 1º de maio | Foto: Reprodução
A demanda pelo fim da escala 6×1 foi a principal pauta levada pa...
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A redução da jornada de trabalho e o fim das escalas exaustivas representam um ponto central na luta por direitos sociais no Brasil. No entanto, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e que reduz a jornada de trabalho, está com a tramitação parada no Senado Federal.

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A conquista social histórica estaria embaraçada pela burocracia interna da Casa Legislativa: há quase dois meses, apenas um despacho formal é necessário para iniciar sua tramitação oficial junto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O atraso institucional custa saúde física e dignidade aos milhões de pessoas ativas diariamente nas grandes cidades brasileiras.

Paralisação no Senado por decisão da presidência

Paulo Sérgio Farias, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ), criticou duramente o impasse. Ele afirmou que a PEC 221/2019 aguarda uma canetada simples do senador Davi Alcolumbre para começar seu processo formal dentro das comissões parlamentares.

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A liderança sindical rejeita ser tratada como mera estatística ou apenas um número em relatórios econômicos. Segundo ele, embora seja legítimo debater se o Senado deve atuar meramente como “carimbador” da Câmara dos Deputados, transformar essa função em barreira procrastinatória é inaceitável.

Impacto social e dados globais contra atrasos

Enquanto a presidência do Senado sinaliza que estudos alternativos estão sendo feitos sob forte pressão de setores patronais — inclusive adiando discussões para após as eleições de outubro —, os trabalhadores continuam enfrentando rotinas extenuantes.

O movimento sindical aponta problemas crônicos relacionados ao excesso de trabalho. São citados o adoecimento por burnout, a depressão e até complicações cardiovasculares devido à falta de descanso adequado na escala 6×1.

A alegação recorrente no debate é de que reduzir a jornada sem perda salarial destruiria a economia brasileira; contudo, essa visão contraria dados internacionais e experiências de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

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Segundo especialistas em direitos trabalhistas ouvidos pela CTB-RJ, jornadas mais humanas não prejudicam os negócios: elas geram trabalhadores significativamente mais motivados, saudáveis e eficientes. Reduzir o tempo dedicado ao trabalho significa ganhar horas preciosas.

Esse ganho pode ser usado pelo indivíduo nos estudos ou na família, promovendo um convívio comunitário essencial.

O ultimato do movimento sindical

A classe trabalhadora rejeita que seus direitos fundamentais fiquem reféns de calendários partidários ou conveniências políticas momentâneas. A exigência da CTB-RJ é clara em relação à PEC 221/2019: ela deve sair imediatamente dos arquivos e seguir para a CCJ.

Paulo Sérgio Farias reforçou o pedido diretamente ao senador Davi Alcolumbre, pedindo urgência no despacho legislativo até levar a matéria integralmente ao plenário. O fim das escalas exaustivas não pode mais esperar pela lentidão burocrática; trata-se de uma transformação histórica urgente.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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