Parque Nacional do Albardão, criado em março, protege área marinha no extremo sul do RS

Decreto de Lula criou o parque e a APA do Albardão, em Santa Vitória do Palmar, refúgio de tubarões, aves e mamíferos marinhos.

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Foto: Reprodução

Parque Nacional do Albardão: Um Marco para a Conservação na Região Sul

Em 6 de março de 2026, o Rio Grande do Sul celebrou a criação do Parque Nacional do Albardão, resultado de duas décadas de estudos e um esforço para proteger um ecossistema único. Localizado em Santa Vitória do Palmar, o parque se destaca por sua importância como refúgio para uma vasta gama de espécies, incluindo tubarões, aves, elefantes-marinhos e lobos-marinhos que realizam a migração da Patagônia.

O projeto visa restaurar a beleza natural da região, devolvendo praias à comunidade e à natureza.

O decreto presidencial nº 12.868, assinado pelo Presidente Lula, estabelece o Parque Nacional e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, abrangendo um total de 1.004.480 hectares em área marinha. Essa medida representa um avanço crucial na conservação da biodiversidade local, com o objetivo de aumentar os estoques pesqueiros e garantir a sustentabilidade da pesca artesanal e industrial, além de mitigar riscos de extinção de espécies.

A iniciativa se baseia em princípios científicos e é fundamental para combater a crise ambiental.

Detalhes da Área Protegida

A Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão se estende por 558 mil hectares marinhos e 55 mil hectares de faixa terrestre na costa. O uso dos recursos naturais será limitado a atividades indiretas, focadas na preservação ambiental, pesquisa científica, educação ambiental e atividades de monitoramento.

A proteção da região é um compromisso de todos, especialmente em um contexto de crescente degradação ambiental e desafios climáticos.

Reconhecimento e Apoio

A criação do Parque Nacional do Albardão é um momento significativo, impulsionado pelo trabalho de diversas entidades e indivíduos. O secretário estadual de Meio Ambiente do PT gaúcho, Léo da Costa, vereador em Cachoeirinha (RS) e autor da análise, é um dos defensores da iniciativa.

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Ele destaca o apoio de ambientalistas, entidades ambientais, ONGs, pesquisadores, do ICMBio, da FURG, da ministra Marina Silva e do presidente Lula para a criação do parque.

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