Herança de Michael Jackson: US$ 600 milhões (R$ 3,2 bi) são alvo de pedido de Paris na Justiça

A cantora e modelo Paris Jackson, 28, entrou com um pedido para que US$ 600 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões) da herança do pai, o cantor Michael Jackson (1958-2009), sejam direcionados a um fundo familiar. Ela sustenta que, mais de 17 anos após a morte do Rei do Pop, o dinheiro ainda não chegou ao fundo como ele havia planejado.
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O fundo foi criado para ela e para os dois irmãos, Prince, 29, e Bigi, 24. Pelas regras originais, os herdeiros passariam a receber rendimentos aos 21 anos, com parcelas do patrimônio aos 30, 35 e 40 anos. A informação é da revista People.
Paris acusa administradores de travar os pagamentos
Na petição, Paris afirma que o espólio movimentou bilhões de dólares desde 2009, mas os irmãos seguem dependendo das decisões de John Branca, ex-empresário de Michael, para saber quando e quanto podem receber. Para a defesa dela, o acordo original não está sendo cumprido.
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Os advogados da cantora listam uma série de negócios feitos após a morte do músico como prova de que há dinheiro suficiente para financiar, ao menos em parte, o fundo. Entre eles está a venda da fatia do espólio na EMI Music Publishing, por US$ 287,5 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão), em 2018.
Também aparece a negociação do rancho Neverland, antiga propriedade do cantor, por US$ 22 milhões (aproximadamente R$ 117 milhões), em 2020.
Os documentos ainda citam um acordo de 2023 com a Sony, que envolve o catálogo musical de Michael e outros direitos de propriedade intelectual. Somadas, essas operações teriam rendido mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) ao espólio, antes de impostos e despesas.
A petição também diz que os administradores avaliaram o patrimônio total do cantor entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões (R$ 10,7 bilhões e R$ 16 bilhões).
Espólio alega pendências com o fisco americano
Em resposta à People, os representantes do espólio disseram que não há como financiar por completo os fundos familiares, por causa de processos na Justiça. O principal deles é uma disputa com o Serviço de Receita Federal dos Estados Unidos (IRS), que cobra US$ 700 milhões (aproximadamente R$ 3,7 bilhões) em impostos e multas.
Os responsáveis pelo patrimônio também rejeitaram a acusação de ter reduzido ou retido pagamentos aos filhos de Michael. Eles classificaram a denúncia como “uma completa invenção”. “O espólio aguarda ansiosamente o momento em que todas as questões sejam resolvidas para que seus fundos fiduciários possam ser totalmente financiados, como Michael desejava”, acrescentaram.
Do lado da cantora, um porta-voz respondeu às explicações dos administradores. “O espólio está mais uma vez desviando a atenção de sua própria incompetência. Paris pediu que o fundo fosse parcialmente financiado, algo que o Sr. Branca tinha a capacidade e a obrigação de fazer há muito tempo. Após anos de atraso, Paris não teve outra escolha senão intervir pessoalmente.”
Decisão anterior determinou devolução de bônus
Em maio deste ano, Paris já havia vencido um processo envolvendo os administradores. Na ocasião, o juiz mandou devolver US$ 625 mil (aproximadamente R$ 3,3 milhões) em bônus pagos a escritórios de advocacia externos em 2018, depois de aceitar uma contestação apresentada pela filha do cantor.
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Redação Entretenimento
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