Papa Leão XIV descreve crise em Ceuta como “alarmante” e pede soluções pacíficas
No último domingo (2), durante a tradicional oração do Angelus, realizada na janela do Palácio Apostólico do Vaticano, o papa Leão XIV fez um apelo por soluções pacíficas para a crise em Ceuta, na Espanha. Este enclave espanhol no norte da África tem enfrentado uma onda migratória intensa, com cerca de 50 mil pessoas atravessando a fronteira de forma irregular desde a última quinta-feira, 30 de julho.
O pontífice descreveu a situação como “alarmante” e expressou sua esperança de que “sejam encontradas soluções que promovam a paz, a estabilidade e a justiça”.
O papa também pediu que se continue orando pela paz mundial e destacou a importância de buscar soluções diplomáticas para os conflitos. Ele fez uma menção especial às vítimas das hostilidades, ressaltando os mais vulneráveis: as crianças, os idosos e os doentes. “Que o Senhor console os que sofrem e abençoe o trabalho daqueles que levam ajuda e consolo”, afirmou o líder religioso.
Aumento sem precedentes de migrantes
O aumento repentino do fluxo migratório em Ceuta é considerado sem precedentes. As autoridades espanholas relataram que mais de 48 mil migrantes foram retornados ao Marrocos em apenas 48 horas. Além disso, pelo menos 67 corpos foram encontrados no lado espanhol da fronteira, após diversos migrantes se afogarem ou serem esmagados durante tentativas de cruzar.
No sábado (1°), diante da situação crítica, a polícia espanhola instalou uma barreira na fronteira entre Ceuta e Marrocos. Essa medida visa evitar novas travessias irregulares por meio da natação, especialmente após os tumultos dos últimos dias.
A União Europeia realizará uma videoconferência de emergência com ministros nacionais na terça-feira (4) para discutir a travessia em massa de migrantes para o território espanhol.
Medidas em resposta à crise
A instalação da barreira é apenas uma das ações implementadas para controlar o fluxo de pessoas tentando entrar na Europa.
O diálogo entre países envolvidos será vital para encontrar soluções duradouras que respeitem os direitos humanos e garantam segurança tanto para os migrantes quanto para as comunidades locais.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
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