Ordem do voto na urna eletrônica: por que a votação começa pelos deputados
Ordem de votação na urna segue sequência fixa do TSE, começando pelos deputados e terminando em presidente.
O eleitor que for às urnas nas eleições gerais de 2026 terá que registrar seis votos na urna eletrônica, seguindo uma ordem fixa determinada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A sequência começa com os cargos do Legislativo, que exigem mais dígitos, e termina com os executivos.
Na prática, o primeiro voto é para deputado federal, com quatro dígitos. Em seguida, o eleitor digita o número do candidato a deputado estadual ou distrital, que tem cinco dígitos. Depois, é a vez das duas vagas ao Senado Federal, cada uma com três dígitos.
A votação é encerrada com as escolhas para governador e presidente da República, ambas com dois dígitos.
Raízes no Código Eleitoral de 1965
A lógica por trás dessa ordenação não é nova. Ela vem das antigas cédulas de papel, que já priorizavam os cargos legislativos. O Artigo 146 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965) estabelecia que esses cargos deveriam vir primeiro, justamente por exigirem números maiores e nomes de legenda.
Quando as urnas eletrônicas foram implantadas, na década de 1990, o TSE incorporou essa mesma estrutura ao software. A decisão de manter a sequência se baseia na competência privativa do tribunal para expedir instruções eleitorais, prevista no Artigo 23 do Código Eleitoral.
Começar pelos cargos parlamentares, que demandam mais dígitos, reduz erros de digitação e organiza o fluxo do eleitor dentro da cabine. É uma forma de evitar confusões e garantir que o voto seja registrado corretamente.
Regras de segurança e a “cola eleitoral”
A urna eletrônica tem um mecanismo de segurança para evitar que o voto seja confirmado por acidente. Depois que os números são digitados, há uma pausa de um segundo. Nesse período, a tecla “Confirma” fica inativa, enquanto a tela exibe a mensagem “Confira seu voto” ao lado da foto e dos dados do candidato.
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Para não perder tempo na cabine, a Justiça Eleitoral orienta os eleitores a levar uma anotação em papel, a chamada “cola eleitoral”, com os números organizados na sequência oficial. Assim, fica mais fácil digitar os votos sem errar a ordem.
O procedimento só termina quando o voto para presidente é confirmado. Nesse momento, a urna emite o Boletim de Urna (BU), que registra todos os votos daquela seção eleitoral. A partir daí, o processo de votação está concluído.