ONS aciona plano emergencial para equilibrar excedente de energia neste domingo

A ação do ONS busca evitar sobrecargas na rede elétrica, refletindo os desafios crescentes da geração solar e a necessidade de equilibrar oferta e demanda.

23/08/2026 14:00

3 min

Criado em 1998, o ONS é uma associação civil sem fins lucrativos e instituído como uma pessoa jurídica de direito privado.
Criado em 1998, o ONS é uma associação civil sem fins lucrativos...

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) acionou neste domingo (23) o Plano de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição. Essa ação visa manter o equilíbrio do SIN (Sistema Interligado Nacional), prevenindo a sobrecarga da rede e evitando o desligamento automático de equipamentos.

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O operador já havia alertado as distribuidoras para que se preparassem para reduzir a geração das usinas sob sua responsabilidade. Isso ocorre porque o ONS não controla diretamente as fontes conectadas às redes de distribuição. Para complementar, também foram implementadas medidas para diminuir a produção nas usinas controladas pelo sistema, com o intuito de evitar um excesso de oferta que comprometa a segurança operacional.

Contexto do Plano de Gestão

Este é o segundo acionamento do Plano de Gestão de Excedentes em 2026. Esse plano entra em ação quando, mesmo após a redução da geração sob controle do ONS, ainda há produção em excesso nas redes de distribuição que precisa ser ajustada para equilibrar a geração e o consumo.

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A situação é especialmente crítica aos domingos e feriados, períodos em que a demanda por eletricidade tende a ser menor.

Durante esses dias, a geração solar distribuída continua elevada ao longo do dia, diminuindo a carga líquida — ou seja, a demanda que deve ser atendida pela geração controlada pelo sistema. Estudos realizados pelo próprio ONS indicam que a rápida expansão da geração, principalmente da energia solar, tem mudado o perfil de consumo no país e intensificado os desafios operacionais para o SIN.

A capacidade instalada de micro e minigeração distribuída já ultrapassa 43 GW, e em certos momentos do dia, essa geração pode resultar em excedentes significativos em relação à demanda. Aprovado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em 2025, esse plano foi criado especificamente para emergências onde não é mais viável reduzir suficientemente a geração centralizada.

Desafios e colaborações necessárias

De acordo com o ONS, essa medida deve ser considerada como um último recurso, após todas as alternativas operativas disponíveis terem sido esgotadas. No caso da geração distribuída, os desafios são ainda maiores, pois essas unidades estão ligadas às redes das distribuidoras e não são diretamente controladas pelo operador nacional.

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A execução do plano requer uma atuação coordenada entre o ONS e as empresas responsáveis pela distribuição. Esse movimento se dá em meio ao aumento da participação das energias renováveis na matriz elétrica brasileira. Embora a ampliação da geração solar e eólica ajude na descarbonização do setor energético, o crescimento da oferta em horários específicos exige novas ferramentas para flexibilidade, armazenamento e gestão da demanda.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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