Custos com geração térmica mais que dobram e atingem R 1,58 bi em julho de 2026

O aumento nos custos de geração térmica reflete a dependência crescente de usinas menos eficientes, impactando a economia e a segurança energética do país.

21/08/2026 14:57

2 min

Complexo termelétrico GNA, o maior da América Latina
Complexo termelétrico GNA, o maior da América Latina

Os custos com a geração de energia termelétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN) mais que dobraram em julho, totalizando R 1,58 bilhão. Os dados são do Boletim Mensal de Custos da Operação e Valoração da Segurança da Operação, divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS.

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Esse aumento expressivo foi impulsionado pelo crescimento nos gastos com usinas despachadas por inflexibilidade, que se referem à geração necessária independentemente de ser a opção economicamente mais viável. O principal responsável pelo custo elevado foi o despacho por inflexibilidade, que alcançou R 1,42 bilhão em julho, marcando um aumento de R 1,17 bilhão em relação ao mês anterior.

Aumento dos custos de geração térmica

No período analisado, essa modalidade representou 89,9% de todos os custos gerados pela termelétrica. Segundo o ONS, a usina termelétrica GNA II sozinha respondeu por 55% dos custos associados à inflexibilidade em julho. Em contrapartida, os custos relacionados aos despachos por ordem de mérito diminuíram em R235 milhões em comparação a junho, totalizando R 127 milhões.

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Além disso, o custo médio de cada megawatt – hora (MWh) gerado e importado subiu consideravelmente. Passou de R156,94/MWh em junho para R 302,82/MWh em julho. O ONS atribui esse aumento ao maior gasto com geração térmica por inflexibilidade. Apesar do acréscimo nos custos térmicos, não houve despacho por garantia da segurança energética em julho, uma vez que essa modalidade não é utilizada desde maio deste ano.

O mês também se destacou pela ausência de importações comerciais de energia da Argentina ou do Uruguai.

Receitas das exportações

Enquanto os custos térmicos aumentavam no Brasil, parte das usinas continuou exportando energia para países vizinhos. Durante todo o mês de julho, a geração térmica foi enviada à Argentina e para o Uruguai em oito dias. O ONS estima que essas operações resultaram em uma receita total de R 523,3 milhões.

Além das exportações térmicas, também ocorreram vendas de excedentes da geração hidrelétrica devido à redução do vertimento turbinável. Essa operação gerou uma receita estimada de R 62,1 milhões para os participantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE.

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No total, as exportações térmicas e hidráulicas somaram aproximadamente R 585,4 milhões em receitas estimadas durante julho.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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