OAB exige retratação de Lula após declaração sobre advogados criminalistas em entrevista

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Beto Simonetti, exigiu neste sábado (1º) uma retratação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o mandatário afirmar que advogado criminalista “defende bandido”. Simonetti ressaltou, em nota, que a atuação da advocacia criminal é fundamental para a defesa dos direitos assegurados pela Constituição e pediu respeito à função exercida por esses profissionais.
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A declaração de Beto Simonetti enfatiza que “a advocacia criminalista não defende o crime, defende a Constituição, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa”. Ele ainda destacou a importância de uma retratação por parte de Lula, além do respeito à advocacia criminal, cuja função é essencial para a administração da Justiça e a preservação do Estado Democrático de Direito.
O presidente já havia reconhecido e valorizado essa função em várias ocasiões anteriores.
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Contexto da polêmica
A controvérsia começou durante uma entrevista ao podcast Inteligência Ltda., divulgada na quinta-feira (30). Ao ser questionado sobre sua defesa quando foi preso em 2018, Lula afirmou que não contratou um especialista na área porque “criminalista defende bandido”.
A OAB-SP (Seccional de São Paulo) também se manifestou contra as afirmações de Lula. Na sexta-feira (31), a entidade repudiou os comentários do presidente, afirmando que eles reproduzem um preconceito sobre a atuação dos advogados criminalistas.
A OAB-SP lembrou que esses profissionais não defendem ações criminosas, mas sim garantias constitucionais como o cumprimento do devido processo legal e da ampla defesa.
Repercussão entre advogados
A fala de Lula trouxe à tona discussões sobre o papel crucial da advocacia na sociedade. A OAB-SP reforçou que é vital compreender que os advogados criminalistas atuam para assegurar os direitos dos acusados dentro do sistema judicial. Essa atuação é amparada pelas garantias previstas na Constituição Brasileira.
Além disso, a repercussão negativa das declarações pode impactar não apenas a imagem da advocacia criminal, mas também o entendimento público sobre as funções essenciais desses profissionais no direito brasileiro.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Política
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