Nova Zelândia: Luxon e Hipkins empatam com 29% e governo só será definido em 27 de novembro
As eleições parlamentares da Nova Zelândia, realizadas no sábado (7 de novembro), terminaram com uma disputa acirrada entre os dois maiores partidos do país. Segundo os resultados preliminares, o Partido Nacional, do primeiro-ministro Christopher Luxon, e o Partido Trabalhista, comandado por Chris Hipkins, ficaram praticamente empatados, com cerca de 29% dos votos cada.
A diferença entre as duas legendas é de apenas alguns milhares de votos. A apuração inicial deu ao Partido Nacional o maior número de cadeiras, mas nenhuma das duas siglas chegou ao número suficiente para governar sozinha.
Coalizão de direita pode manter o governo
Pelos números preliminares, o Partido Nacional poderia chegar à maioria no Parlamento ao lado de seus aliados atuais: o NZ First, de orientação populista, e o ACT, de linha libertária. A margem, porém, é pequena e pode mudar quando a apuração terminar.
Luxon disse que seguirá à frente de um governo interino até a divulgação do resultado final. Ele também afirmou que as negociações só devem avançar depois que a distribuição das cadeiras estiver confirmada. “Assim que os resultados definitivos forem anunciados, poderemos iniciar negociações substanciais”, afirmou o primeiro-ministro.
O resultado definitivo será divulgado em 27 de novembro. Até lá, a contagem vai incluir os votos especiais, entre eles os de dezenas de milhares de neozelandeses que moram no exterior, e esses votos podem alterar o equilíbrio no Parlamento.
Trabalhistas admitem ficar fora do governo
Chris Hipkins, líder do Partido Trabalhista, de centro-esquerda, reconheceu que sua legenda pode não participar do próximo governo, mesmo com um resultado tão próximo ao do adversário. Em encontro com apoiadores em Upper Hutt, nas proximidades da capital Wellington, ele foi recebido com aplausos e gritos de seu apelido, “Chippy”.
“A Nova Zelândia se manifestou. Talvez levemos algum tempo para entender exatamente o que nos disseram”, declarou Hipkins. Na prática, a indefinição sobre o novo governo deixa os partidos menores com peso decisivo nas negociações.
Custo de vida e desemprego pesaram na campanha
A economia dominou a eleição. Os eleitores cobraram providências sobre o aumento do custo de vida, o preço dos produtos básicos e a situação do mercado de trabalho. Muitas famílias têm dificuldade para manter as despesas mensais dentro do orçamento.
O desemprego chegou ao nível mais alto em mais de uma década. A guerra no Oriente Médio e seus efeitos sobre os preços internacionais dos combustíveis também agravaram o quadro econômico do país, o que colocou o tema no centro da disputa entre o governo de Luxon e a oposição trabalhista.
Quando sai o resultado final da eleição
O resultado definitivo está previsto para 27 de novembro de 2026. Só a partir dessa confirmação é que a composição do próximo governo deve ficar clara, dependendo das cadeiras finais e de um acordo para formar maioria no Parlamento.
Com informações da AFP.
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