Nova fase da Operação Sem Desconto amplia investigação sobre fraude bilionária no INSS

PF e CGU cumprem 31 mandados em quatro estados; descontos indevidos em aposentadorias somam R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

3 min

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Operação Sem Desconto amplia investigação de fraude no INSS

A investigação sobre a fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ganhou uma nova etapa da Operação Sem Desconto, deflagrada na quarta-feira, 27 de maio. A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) estão ampliando a investigação, que já aponta para cifras bilionárias e um esquema que pode ter operado por anos sem o conhecimento de milhares de beneficiários.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A operação visa identificar associações, intermediários e ex-servidores envolvidos em descontos indevidos aplicados diretamente em aposentadorias e pensões.

A ofensiva se concentra em quatro estados: Distrito Federal, Pernambuco, São Paulo e Paraíba. Ao longo da operação, a Polícia Federal cumpre 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A investigação busca rastrear movimentações financeiras e identificar possíveis tentativas de ocultação patrimonial, enquanto a Justiça determina o bloqueio de bens dos investigados.

Descobertas e escopo da fraude

As investigações revelaram que descontos ilegais ocorreram entre 2019 e 2024, com um valor total estimado em R$ 6,3 bilhões. O esquema operava com aposentados e pensionistas registrados como associados de entidades sem autorização formal, resultando em cobranças automáticas nos pagamentos do INSS.

Muitos beneficiários só descobriam os descontos ao analisar seus extratos detalhados.

A estrutura do esquema envolvia operadores financeiros, dirigentes de associações e facilitadores ligados ao sistema previdenciário. A operação também mira ex-servidores e dirigentes das entidades investigadas, além de pessoas ligadas à administração das entidades.

Leia também

Alvos da investigação e ações em curso

Em São Paulo, a PF investiga entidades como Amar Brasil Clube de Benefícios Master Prev, Associação de Apoio Social e Assistência ao Próximo Saúde e Associação Nacional de Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas. Já em Brasília, as investigações focam nas associações UNIBAP e ABENPREV.

Em Pernambuco, a PF apura a participação de servidores e ex-servidores suspeitos de ligação com o esquema.

Parte dos investigados já responde a medidas cautelares, incluindo monitoramento por tornozeleira eletrônica. As autoridades buscam identificar o caminho do dinheiro movimentado pelas entidades e possíveis tentativas de ocultação patrimonial. A fraude no INSS também atingiu políticos, com deputados federais e um senador já tendo sido alvos de mandados de busca e apreensão.

Governo busca ampliar rastreamento do esquema

O governo intensifica os esforços para ampliar o rastreamento do esquema e identificar todos os envolvidos na fraude no INSS, que afetou aposentados e pensionistas em diversas regiões do país. A Polícia Federal continua investigando crimes como organização criminosa, estelionato previdenciário e lavagem patrimonial, buscando garantir a proteção dos direitos dos beneficiários do sistema.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

A Redação Clique Fatos assina a cobertura geral do portal. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de fontes identificadas (órgãos oficiais, agências e veículos de imprensa) e passam por checagens automáticas antes de publicar. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!