Netanyahu propõe governo de unidade nacional, mas aliados não têm cadeiras para formá-lo na Knesset

Herzog encarrega Gadi Eisenkot, do Yashar, de formar o governo neste domingo, enquanto a coalizão de Netanyahu soma apenas 53 das 120 cadeiras da Knesset.

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Benjamin Netanyahu | Foto: Reprodução/Jovem Pan
Benjamin Netanyahu | Foto: Reprodução/Jovem Pan

O primeiro-ministro cessante e líder do partido Likud, Benjamin Netanyahu, fez um apelo no sábado (7) para a formação de um governo de unidade nacional com os partidos da coalizão que o apoiavam até agora. O problema é que, após as recentes eleições, essas siglas não somam deputados suficientes na Knesset, ou Parlamento israelense.

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Em discurso, Netanyahu afirmou que há quem queira ver um governo tomar posse rapidamente, na próxima semana, “com aqueles que apoiam o terrorismo”. A declaração foi uma referência velada a Gadi Eisenkot. Ele também disse que formar um governo com “aqueles que querem eliminar o Estado de Israel” seria um erro.

Netanyahu muda o tom e aposta em governo de unidade

Para Netanyahu, um governo “dependente de simpatizantes do Hamas” não lutaria contra o grupo e deixaria desprotegidos os soldados israelenses em Gaza e no Líbano. Por isso, ele defende “um governo de unidade nacional que inclua todos os partidos do campo nacional e todos os partidos sionistas que desejam proteger nosso país”.

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Ele prometeu que essa união eliminará de forma permanente a ameaça nuclear do Irã, protegerá Israel como Estado judeu e trará unidade ao país. A proposta representa uma guinada. Na última segunda-feira, Netanyahu havia defendido um “amplo governo nacional” que ele mesmo liderasse, embora a coalizão agora pretendida não tivesse um líder claro.

Netanyahu também voltou a alertar para os riscos de um governo apoiado pelos partidos árabes, que ele trata de forma genérica como “simpatizantes do terrorismo”. Segundo ele, um governo assim “destruiria o país”.

Herzog deve encarregar Eisenkot de formar governo

No mesmo sábado, o presidente israelense, Isaac Herzog, anunciou que vai encarregar formalmente, no domingo, o líder do partido Yashar e principal rival de Netanyahu, Gadi Eisenkot, de formar o governo.

Nas eleições de 28 de outubro, a coalizão de Netanyahu conquistou 53 das 120 cadeiras da Knesset. Já os quatro partidos do bloco pela mudança, liderado por Eisenkot, somaram 48 cadeiras. Os partidos árabes Raam e Lista Conjunta controlam 19 cadeiras e apoiam a formação de um governo comandado por Eisenkot.

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Yashar chama Likud de hipócrita e cobra ruptura com extremistas

Em resposta, o Yashar acusou Netanyahu de “hipocrisia” e convidou o “Likud e seus amigos” a integrar uma coalizão liderada por Eisenkot, “sem extremistas”. O partido afirmou que, se o Likud quiser de fato um governo amplo, precisará romper publicamente com os extremistas.

A sigla também exigiu que os aliados aceitem os quatro princípios de Gadi Eisenkot e queiram integrar um governo com ele como primeiro-ministro. Esses princípios são reconhecer o Hamas como organização terrorista, com a intenção de destruir seu poder militar e governamental na Faixa de Gaza, e reconhecer Israel como Estado judeu e democrático.

Eisenkot também condiciona seu apoio a dois outros pontos: a adesão aos valores da Declaração de Independência e o serviço militar obrigatório para toda a população.

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