MST mobiliza milhares em jornada pela reforma agrária

MST faz balanço da Jornada Nacional de Luta: 14 mil mulheres mobilizadas e 14 ocupações de terras em defesa da reforma agrária.

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Foto: Reprodução
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Mobilização do MST define balanço histórico da Jornada Nacional de Luta

O mês de março marcou o início de uma jornada histórica para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Brasil. Em 2026, o movimento registrou uma mobilização massiva, com ações coordenadas em todo o país, incluindo ocupações de terras públicas e devolutas.

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A paralisação da reforma agrária durante o governo Lula 3 foi um ponto central da denúncia.

Lizandra Guedes, representante do Setor de Gênero do MST, detalhou os resultados da jornada, que contou com a participação de aproximadamente 14 mil mulheres. Entre domingo (8) e terça-feira (10), foram realizadas 14 ocupações de terras. “Estamos muito satisfeitas com os resultados”, declarou em entrevista à Rádio Brasil de Fato.

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Foco na luta pela terra e articulação de massa

A jornada deste ano enfatizou a luta pela terra, combinando esforços entre o setor de gênero e a frente de massas do movimento. Lizandra Guedes ressaltou a paralisação do processo de reforma agrária durante o governo Lula 3, apontando para avanços insuficientes na conquista de terras.

O MST contabiliza mais de 100 mil famílias acampadas em todo o país, com um histórico de respostas limitadas, atingindo apenas entre 20 mil e 24 mil famílias nos últimos três anos.

Ocupações e denúncias em diversas regiões

As ocupações de terras visaram áreas públicas, devolutas, condenadas por trabalho escravo e crimes ambientais. Em casos emblemáticos, a equipe do MST destacou a paralisação dos trens da Samarco, após 32 horas de protesto, e a luta contra projetos como a instalação de parques eólicos no Rio Grande do Norte e problemas relacionados à cana em Pernambuco e Minas Gerais/Espírito Santo.

A luta contra a mineração também foi um ponto central.

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Formação política e pauta feminina

Além das ocupações, a jornada incluiu atividades de formação política, com encontros de mulheres e espaços de formação mistos. O MST tem avançado na compreensão da importância da igualdade de gênero como pauta central do movimento. A primeira Assembleia de Mulheres do MST foi realizada no Acre, marcando um avanço significativo.

A jornada se estende até o dia 14 de março, em celebração à condenação dos responsáveis pelo assassinato de um membro do MST.

Visão para o futuro: reforma agrária e Brasil Popular

Lizandra Guedes enfatizou a conexão entre a luta imediata pela terra e o projeto político mais amplo, exigindo respostas do governo para que a reforma agrária popular seja uma solução para a crise climática, a fome e a construção de um Brasil Popular.

A expectativa é que, no governo Lula 4, a reforma agrária seja priorizada como parte da solução para os desafios do país.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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