Tempestade solar atinge a Terra nesta sexta e pode gerar auroras boreais

O fenômeno de nível moderado pode ser visto em regiões como Nova York e Escócia, mas não no Brasil.

08/10/2026 10:45

2 min

Tempestades geomagnéticas são causadas pela interação de grandes quantidades de partículas solares com o campo magnético da Terra
Tempestades geomagnéticas são causadas pela interação de grandes...
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O fenômeno deve provocar uma tempestade geomagnética de nível moderado a partir desta sexta – feira (9), aumentando as chances de auroras boreais e austrais em regiões de alta latitude. De acordo com monitoramentos da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA) e do Met Office, serviço de meteorologia do Reino Unido, os primeiros impactos no campo magnético terrestre são esperados já na sexta.

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A origem das explosões é uma mancha solar instável identificada como AR4549, segundo análises do portal Earth Sky.

O Sol disparou uma sequência de erupções intensas nos últimos dias, lançando ao menos três grandes nuvens de partículas solares em direção à Terra.

Cronograma das chegadas. As nuvens de partículas foram ejetadas em sequência, o que significa que devem atingir a Terra em etapas, conforme detalhado pelo veículo Space. A primeira e principal nuvem solar deve chegar na sexta – feira (9), com o pico de instabilidade magnética previsto ao longo do dia.

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Já no sábado (10) e no domingo (11), a segunda e a terceira nuvens de partículas devem passar de raspão pelo planeta. O efeito, no entanto, deve manter o campo magnético e o céu instáveis durante todo o fim de semana, prolongando as condições favoráveis para a formação de auroras.

Onde as luzes podem aparecer. Se a tempestade atingir o nível moderado previsto — classificado como G 2 em uma escala que vai de 1 a 5 —, as auroras poderão ser vistas em regiões mais distantes dos polos do que o normal. No Hemisfério Norte, estados do norte dos Estados Unidos como Nova York e Idaho, além da Escócia e o norte do Reino Unido, estão na rota do fenômeno.

No Hemisfério Sul, a região sul da Nova Zelândia e a ilha da Tasmânia, na Austrália, podem registrar o espetáculo. Para o Brasil e outros países da América Latina próximos à linha do Equador, a visibilidade está descartada: a reação só ocorre em altitudes e latitudes mais altas.

Há riscos para a Terra?. Tempestades de nível G 2 são consideradas de intensidade média. Apesar disso, podem causar pequenas variações temporárias em redes elétricas de países muito ao norte e breves interferências em sinais de rádio de longa distância. Para a maior parte da população, o evento passa sem qualquer percepção prática.

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O monitoramento continua sendo feito pelas agências espaciais para acompanhar a evolução do fenômeno.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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