Meta fatura R$ 352 milhões com anúncios eleitorais em 2026 e bate recorde no Brasil

A Meta faturou mais de 352 milhões de reais com publicidade para candidatos nas eleições de 2026, valor recorde para a empresa. A big tech seguiu como a maior fornecedora de serviços para campanhas partidárias no país.
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Em um único ano eleitoral, a receita quase igualou o total dos quatro pleitos anteriores, que somou 392 milhões de reais entre 2016 e 2024. Os dados foram levantados pela VEJA na base do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e o número pode crescer, já que as prestações de contas dos partidos seguem até meados de novembro.
Terceira eleição seguida na liderança do mercado
Foi a terceira eleição consecutiva em que a empresa fundada por Mark Zuckerberg apareceu como principal fornecedora de serviços a partidos e candidatos. Desde 2018, quando passou a vender publicidade eleitoral no Brasil, a receita acumulada já ultrapassa 744 milhões de reais.
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Controladora do Facebook, Instagram e Whats App, a Meta viu a receita com campanhas subir 75% na comparação com as eleições de 2024.
Acusações de favorecimento levaram a processos contra a empresa
Ao longo da campanha de 2026, a Meta se envolveu em uma série de embates com os principais partidos, sobretudo na disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. As polêmicas resultaram em uma enxurrada de ações, tanto na Justiça Eleitoral quanto na Justiça comum.
Uma das queixas mais fortes é que a plataforma teria dado mais espaço aos conteúdos de Flávio Bolsonaro do que aos da campanha de Lula. O PT cita a remoção, aparentemente sem critério, de perfis e publicações de apoio ao petista.
A diferença de tratamento também aparece na Meta IA, a inteligência artificial da plataforma. Testes feitos por usuários e especialistas mostraram que o sistema gerava imagens e vídeos favoráveis ao candidato do PL, mas recusava pedidos semelhantes quando o alvo era o atual presidente.
Pressionada pelo TSE por falhas de isonomia, a Meta afirmou ter adotado medidas para igualar o tratamento aos dois candidatos, mas só fez isso na reta final do segundo turno. A empresa negou ter agido de forma deliberada para prejudicar ou beneficiar qualquer candidatura e atribuiu os problemas a erros no sistema.
Justiça do Trabalho dá 24h para remover publicações no Instagram
As polêmicas continuaram depois do fim da eleição. Na quinta-feira, 29, a Justiça do Trabalho de São Paulo deu à empresa o prazo de 24h para retirar publicações no Instagram, feitas por apoiadores de Flávio Bolsonaro, que incentivavam a demissão ou a não contratação de funcionários que declararam voto em Lula. Para a Justiça, a prática fere a legislação trabalhista.
O prazo termina às 20h da sexta-feira, 30. Até a publicação, doze das quatorze publicações citadas na decisão judicial seguiam no ar.
Editoria:
Redação Economia
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