Mélenchon acusa empresa francesa de reter peças para termelétrica de Cuba por “medo de Trump”

A CMA CGM suspendeu operações com a ilha por risco de sanções; as peças seriam para a Antonio Guiteras, principal usina cubana.

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Foto: Reprodução
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Mélenchon alerta sobre retenção de peças para termelétrica cubana

O líder do movimento França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, expressou sua preocupação com a situação da termelétrica Antonio Guiteras em Cuba, denunciando a retenção de peças de reposição destinadas à usina. Segundo o candidato presidencial francês, essa atitude está ligada ao “medo de Trump” e à pressão exercida em relação ao governo cubano.

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A situação se agrava em um contexto de crescente tensão geopolítica e sanções americanas contra a ilha.

CMA CGM e o compromisso francês

A disputa envolve a companhia de navegação francesa CMA CGM, uma das maiores do mundo, que se recusa a entregar os equipamentos, que já estão em contêineres em trânsito. Essas peças são cruciais para o funcionamento da principal termelétrica cubana, um compromisso feito pelo governo francês para auxiliar na resolução da complexa crise energética do país.

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Mélenchon ressaltou que Cuba enfrenta uma situação delicada, com ameaças de intervenção militar e a falta de apoio internacional.

Ameaças de sanções e impacto no comércio

A denúncia ocorre em um momento de endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos a Cuba. Em janeiro, a Casa Branca emitiu uma ordem executiva que visa restringir a venda de petróleo para a ilha, enquanto, em maio, Washington ampliou as ameaças, buscando sancionar qualquer entidade estrangeira com vínculos comerciais com o Estado cubano, especialmente em setores estratégicos.

Em resposta, as companhias marítimas Hapag-Lloyd e CMA CGM anunciaram o congelamento temporário de suas operações com Cuba, devido ao risco de sanções e multas.

Central Termelétrica Antonio Guiteras: uma usina em crise

A Central Termelétrica Antonio Guiteras, localizada na região oeste de Cuba, é a principal usina do país, capaz de fornecer energia para cerca de 240 mil lares. No entanto, a usina opera abaixo de sua capacidade devido a problemas de acesso a peças, falta de combustíveis e dificuldades financeiras.

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As falhas na usina contribuem para os apagões generalizados que afetam o país, com registros de avarias e falhas frequentes ao longo do ano.

Um cenário complexo

A situação da termelétrica Antonio Guiteras e a retenção das peças de reposição representam um desafio adicional para o sistema energético cubano, que já enfrenta uma crise profunda. A pressão das sanções americanas e a hesitação de empresas internacionais em manter relações comerciais com o país agravam ainda mais a situação, evidenciando a complexidade do cenário geopolítico e econômico em Cuba.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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