Marcopolo lucra R$ 264,6 milhões no 1º trimestre, mas receita cai 1,3%

O Ebitda subiu 16,3%, para R$ 304,8 milhões.

2 min

Foto: Reprodução

Marcopolo registra lucro de R$ 264,6 milhões no primeiro trimestre

A Marcopolo anunciou um lucro líquido de R$ 264,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, o que representa um crescimento de 8,8% em comparação ao mesmo período de 2025. O Ebitda da empresa também teve um aumento significativo de 16,3%, alcançando R$ 304,8 milhões.

A margem Ebitda, por sua vez, atingiu 18,14%, refletindo um crescimento anual de 2,8 pontos percentuais.

No que diz respeito à receita operacional líquida, a Marcopolo registrou um total de R$ 1,65 bilhão entre janeiro e março, o que representa uma queda de 1,3% em relação ao ano anterior. Essa diminuição foi impulsionada pela redução de 9% na receita de exportação do Brasil, que caiu para R$ 159,3 milhões.

Desempenho das receitas no Brasil e no exterior

As receitas geradas no Brasil apresentaram uma queda de 3,5% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 899,7 milhões. Em contrapartida, a receita obtida no exterior foi de R$ 596,2 milhões, um aumento de 4,6% em comparação ao primeiro trimestre de 2025.

A empresa atribui a redução da receita líquida à diminuição no volume de unidades vendidas tanto no mercado brasileiro quanto nas exportações, além do desempenho da controlada mexicana Polomex.

A Marcopolo destacou que a formação do mix de vendas no Brasil, com foco em produtos de maior valor agregado, juntamente com a boa performance da operação australiana Volgren, ajudaram a mitigar parcialmente a queda nos volumes.

Resultado financeiro e variação cambial

O resultado financeiro líquido do trimestre foi positivo, totalizando R$ 69,6 milhões, embora tenha sido inferior ao resultado de R$ 109,3 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. A empresa observou uma variação cambial positiva, devido à valorização do real em relação ao dólar norte-americano, impactando a carteira de pedidos em dólares.

Leia também

A Marcopolo explicou que realiza hedge cambial das exportações no momento da confirmação dos pedidos de venda, garantindo a margem dos negócios. À medida que os produtos são entregues e faturados, a empresa captura os efeitos da valorização ou desvalorização do real em suas margens operacionais e no resultado financeiro, como ocorreu neste primeiro trimestre.

A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.