Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões, aponta quebra de sigilo na CPMI do INSS

Extratos mostram créditos de R$ 9,7 milhões e três repasses de Lula ao filho, que somam R$ 721,3 mil; defesa diz que as operações são legítimas

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Foto: Reprodução

Movimentação de R$ 19,5 milhões revelada na investigação da CPMI do INSS

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS divulgou dados que indicam movimentações financeiras significativas envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O valor total identificado é de R$ 19,5 milhões, em contas do empresário entre 2022 e 2026.

A investigação, que teve início com a quebra de sigilo bancário e fiscal aprovada pela comissão, busca esclarecer suspeitas de fraude contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Detalhes da investigação

Após a análise dos registros financeiros, a CPI constatou um fluxo de R$ 9,774 milhões em créditos – valores que entraram nas contas – e R$ 9,758 milhões em débitos – valores que saíram. A investigação se concentrou em transações envolvendo empresas e pessoas ligadas a Lulinha.

Os dados foram obtidos após a autorização para acessar os registros financeiros, um passo crucial para aprofundar a investigação.

Empresas envolvidas na transação

Entre as empresas identificadas nas movimentações financeiras, destacam-se a LLF Tech Participações, com um investimento de cerca de R$ 2,3 milhões, e a G4 Entretenimento e Tecnologia, com um aporte de aproximadamente R$ 772 mil. Ambas as empresas estão registradas em São Paulo e atuam em áreas como tecnologia, marketing, consultoria empresarial e treinamento profissional.

A investigação busca entender a relação entre essas empresas e o fluxo financeiro envolvendo o filho do presidente.

Transferências de Lula ao filho

Além das transações com empresas, a CPMI também identificou três transferências feitas diretamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o filho. O valor total dessas transferências somou R$ 721,3 mil. Uma das transferências, no valor de R$ 384 mil, ocorreu em 22 de julho de 2022, durante o período em que Lula se preparava para a campanha presidencial.

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As outras duas transferências foram realizadas em 27 de dezembro de 2023, já no início do terceiro mandato do presidente. A defesa alega que essas transferências se referem a adiantamentos de herança, reembolso de despesas e empréstimos a empresas ligadas à família.

Defesa de Lulinha e próximos passos

Os advogados de Lulinha afirmam que todas as movimentações financeiras são legítimas e devidamente declaradas às autoridades. Eles enfatizam a ausência de evidências que conectem diretamente as transações ao objeto da investigação da CPI. A comissão continuará a analisar os dados e a conduzir entrevistas para esclarecer os fatos e determinar se houve alguma irregularidade.

O caso também passou por análise no Supremo Tribunal Federal, onde o ministro André Mendonça autorizou a Polícia Federal a examinar os dados financeiros do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que também está sob investigação.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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