Lula mantém 48% de aprovação, mas vantagem cai a 4 pontos, a menor entre reeleitos

Pesquisa Quaest mostra que a economia é a maior preocupação de 27% dos eleitores no novo mandato, e o fim da escala 6×1 lidera as prioridades, com 17%.

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reuters/Adriano Machado

A Quaest divulgou no domingo (8) uma pesquisa em que 48% dos brasileiros aprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 44% reprovam a gestão. Outros 8% não souberam ou não quiseram responder.

No dia 24 de outubro, na véspera do primeiro turno das eleições, a aprovação era de 48% e a desaprovação chegava a 45%. Agora, a diferença entre os dois grupos caiu para quatro pontos, e a Quaest também identificou que a economia é o tema que mais preocupa o eleitor no novo mandato.

Saldo de Lula após a reeleição é o menor da série

Ao comparar com outros presidentes reeleitos, o resultado atual de Lula é o mais apertado. Em 1998, Fernando Henrique Cardoso tinha 54% de aprovação e 44% de desaprovação, uma diferença de 10 pontos porcentuais.

Já em 2006, no início do segundo mandato de Lula, a aprovação era de 69% e a desaprovação, de 31%, saldo de 38 pontos. Com Dilma Rousseff, em 2014, a aprovação ficou em 59% e a reprovação em 41%, o que dava 18 pontos de vantagem.

Fim da escala 6×1 aparece como prioridade para 17%

Quando perguntados sobre a prioridade do governo neste novo mandato, de acordo com as promessas da campanha, 17% citaram o fim da escala 6×1. Em seguida aparecem o imposto zero na cesta básica, lembrado por 16%, e a valorização do salário mínimo, citada por 11%.

O pacto contra o feminicídio foi mencionado por 10% dos entrevistados. Quando a pergunta muda para o que mais preocupa no governo, 27% falam em “economia, gastos e dívida pública e juros”. A segurança pública, com violência, facções, milícias e drogas, vem em seguida, com 17%.

Lula é visto como líder forte, mas perde em honestidade

Para 73% dos brasileiros, Lula é um líder forte, contra 25% que pensam o contrário. Outros 61% acreditam que ele sabe o que está fazendo, enquanto 35% discordam. Também 58% o veem como cheio de energia, ante 39% que não o veem assim.

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A avaliação mais negativa aparece no quesito honestidade. Nesse ponto, 57% disseram que Lula não é honesto, e 34% afirmaram que sim. Outros 9% não souberam ou não responderam. Na pergunta sobre se ele se importa com os outros, 55% responderam que sim e 42% que não.

Preocupação com o país cai e expectativas ficam divididas

A parcela de brasileiros preocupada com o futuro do país diminuiu em relação ao período anterior ao atual mandato. Hoje, 48% dizem estar preocupados e 44% se declaram otimistas. Em dezembro de 2022, antes do início do governo Lula, os preocupados eram 54% e os otimistas, 41%.

Quanto aos próximos 12 meses, 39% acham que a situação vai piorar e outros 39% apostam em melhora. Para 19%, tudo ficará do mesmo jeito, e 3% não souberam ou não quiseram responder. Em agosto, a visão era mais positiva: 46% diziam que a economia iria melhorar, contra 24% que previam piora.

Eleitores esperam mais conflito com Congresso e STF

A maioria dos eleitores ouvidos prevê mais conflitos entre o governo e o Congresso do que no atual mandato. Essa é a visão de 70%, enquanto 18% esperam menos conflito, 3% acham que ficará igual e 9% não souberam ou não responderam.

Em relação ao STF, 46% esperam mais conflito do que no governo atual e 35% esperam menos. Outros 6% acreditam que a relação ficará igual, e 13% não souberam ou não responderam. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais entre 30 de outubro e 2 de novembro, com margem de erro de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

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