Aprovação de Lula fica em 48% e vantagem sobre rejeição é de só 4 pontos, mostra Quaest

Comparado a FHC, Lula e Dilma no início de segundo mandato, o petista tem a menor folga, e o fim da escala 6×1 lidera as prioridades, com 17%.

3 min

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no Ministério de Minas e Energia, Brasília-DF | Foto: Ricardo Stuckert
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reun...
▼

A Quaest divulgou no domingo (8) uma pesquisa em que 48% dos brasileiros aprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 44% reprovam a gestão. Outros 8% não sabem ou não responderam.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na véspera do primeiro turno, em 24 de outubro, a aprovação estava em 48% e a desaprovação em 45%. O levantamento também indica que a economia é a principal preocupação dos brasileiros em relação ao novo mandato.

Aprovação de Lula tem a menor folga após reeleição

Quando se compara a aprovação de governos após uma reeleição, Lula aparece com o resultado mais apertado. Em 1998, Fernando Henrique Cardoso tinha 54% de aprovação e 44% de desaprovação, uma diferença de 10 pontos porcentuais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já em 2006, depois de iniciar o segundo mandato, Lula foi aprovado por 69% e desaprovado por 31%, saldo de 38 pontos. Com Dilma Rousseff, em 2014, os aprovadores somavam 59% e os desaprovadores, 41%, o que dava 18 pontos de vantagem.

Agora, a distância entre aprovação e desaprovação de Lula é de saldo de apenas quatro pontos.

Fim da escala 6×1 lidera as prioridades citadas

A Quaest também perguntou qual deve ser a prioridade do governo neste novo mandato, considerando as promessas feitas durante a campanha. Para 17%, o fim da escala 6×1 deve vir primeiro.

O imposto zero na cesta básica foi citado por 16%. Já a valorização do salário mínimo apareceu para 11%, e o pacto contra o feminicídio, para 10%.

Leia também

Lula é visto como líder forte, mas perde na honestidade

Para 73% dos entrevistados, Lula é um líder forte, contra 25% que discordam. Outros 61% dizem que ele sabe o que está fazendo, ante 35% que pensam o contrário.

A visão sobre a energia do presidente também é majoritariamente positiva: 58% o consideram cheio de energia e 39% discordam. Já 55% acreditam que ele se importa com os outros, enquanto 42% não pensam assim.

A pior avaliação aparece na honestidade. 57% dizem que Lula não é honesto, e 34% afirmam que sim. Os 9% restantes não sabem ou não responderam.

Preocupação com o país cai em relação a dezembro de 2022

Hoje, 48% dos brasileiros se dizem preocupados com o futuro do país, e 44% se declaram otimistas. Em dezembro de 2022, antes do início do governo Lula, a preocupação era de 54%, e o otimismo, de 41%.

Quando a pergunta muda para os próximos 12 meses, o cenário fica dividido. Para 39%, a situação vai piorar, percentual igual ao dos que apostam em melhora. Outros 19% acham que tudo continuará do mesmo jeito, e 3% não sabem ou não responderam.

Em agosto, a percepção era mais positiva: 46% diziam que a economia iria melhorar, contra 24% que apontavam piora. Naquele levantamento, 25% previam estabilidade e 5% não sabiam ou não responderam.

Economia é o principal temor no governo Lula

Ao ser perguntado sobre o que mais preocupa no governo Lula, 27% citaram “economia, gastos e dívida pública e juros”. A segurança pública, com violência, facções, milícias e drogas, veio em seguida, com 17%.

Corrupção, escândalos e roubalheira foram lembrados por 12%, mesmo índice de quem citou governabilidade, relação com o Congresso e oposição.

Sobre os conflitos futuros, 70% acreditam que haverá mais embates com o Congresso do que no atual governo. Outros 18% apostam em menos conflito, 3% em situação igual e 9% não sabem ou não responderam. Em relação ao STF, 46% esperam mais conflito, 35% menos, 6% situação igual e 13% não sabem ou não responderam.

Como a Quaest ouviu os eleitores

Entre 30 de outubro e 2 de novembro, a Quaest entrevistou 2.004 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!