Lula leva à COP 31 meta de cortar até 67% das emissões até 2035 e defesa dos biocombustíveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca para a Turquia na segunda-feira, 9 de novembro, rumo à COP 31. A Secretaria de Comunicação da Presidência da República, consultada pelo NeoFeed, não informou quem compõe a comitiva.
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Os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, foram convidados e devem integrar o grupo. A viagem repete o roteiro de 2022, quando Lula, já eleito para o terceiro mandato, foi à conferência do clima no Egito, a COP 27.
Cúpula em Antália reúne quase 200 nações
Lula participará da Cúpula de Líderes da COP 31, marcada para 11 e 12 de novembro em Antália, na Turquia. O evento reúne quase 200 nações e se estende até 20 de novembro.
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Na prática, a conferência marca a passagem da presidência da COP, que o Brasil detém desde Belém em 2025, para a Turquia. A Austrália vai conduzir as negociações derivadas do encontro global.
Agenda de Lula segue para as Filipinas e a Ásia
Depois da Turquia, o presidente vai às Filipinas. No dia 13, faz visita de Estado a Manila, onde deve assinar acordos bilaterais.
Lula também deve participar da Cúpula da Asean, bloco econômico que reúne 10 países do Sudeste Asiático, nos dias 14 e 15. Ele deve embarcar de volta ao Brasil no dia 16.
Meta climática prevê corte de até 67% das emissões
No programa de governo para 2027 a 2030, a chapa Lula/Alckmin defende redução entre 59% e 67% das emissões de gases de efeito estufa até 2035, em comparação com 2005.
O plano também prevê a restauração florestal de 3,4 milhões de hectares, concessões florestais de 1,6 milhão de hectares e a ampliação das unidades de conservação. Entre as prioridades estão o combate ao desmatamento ilegal, o manejo integrado do fogo, a recuperação de áreas degradadas e a preparação para eventos extremos.
Na COP 31, Lula deve reiterar a defesa dos biocombustíveis, que, na avaliação dele, não comprometem a produção de alimentos.
SUS terá espaço especial na conferência
O Sistema Único de Saúde (SUS), tema de embate entre Lula e Flávio Bolsonaro na reta final da eleição, terá exposição especial na COP 31. A estrutura criada no Brasil para responder aos efeitos da mudança climática na saúde será apresentada na Turquia.
Iniciativas de investimento também serão mostradas como exemplo de inclusão de populações, inclusive indígenas.
Mercado aguarda definição do ministro da Fazenda
Investidores seguem com cautela à espera do nome que vai comandar a Fazenda no quarto mandato de Lula. O receio é que propostas de queda artificial da taxa de juro sejam acolhidas pelo Planalto com apoio do PT, o que pesa sobre os preços dos ativos.
A manutenção da Selic em 13,75% pelo Copom na quarta-feira, 4 de novembro, trouxe algum alívio. A decisão mostrou que o Banco Central reconheceu a deterioração das condições de mercado e das expectativas de inflação ao interromper o ciclo de corte da taxa básica.
Ainda assim, novas correções não estão descartadas, a depender da composição do gabinete. Além da Fazenda, Lula pode estender sua atenção às pastas já existentes e ao comando de bancos oficiais, empresas estatais e agências reguladoras.
No radar dos agentes econômicos está o compromisso de campanha de criar o Ministério da Segurança Pública e, talvez, o Ministério da Comunicação Social. A possibilidade foi aventada pelo próprio Lula, diante da contribuição do “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones, para a vitória.
Editoria:
Redação Política
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