Lula: “O pobre não pagará a conta”; presidente rebate pressão do mercado por ajuste fiscal

Lula defendeu que a dívida pública pode financiar ferrovias, estradas e aeroportos, citou superávits e disse que o Brasil deve menos que EUA, França.

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O presidente Lula fala em reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) | Foto: Reprodução/Brasil de Fato
O presidente Lula fala em reunião do Conselho Nacional de Políti...
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu na sexta-feira (6) à pressão do mercado por ajuste fiscal e às críticas de que o governo não cuida das contas públicas. Ele falou durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética, no Ministério de Minas e Energia.

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Na ocasião, Lula disse que ninguém tem mais autoridade para tratar de responsabilidade fiscal do que a equipe econômica. Ele lembrou que recebeu o governo com déficit orçamentário de 2,8% e que, agora, o país registra superávits.

Lula rejeita cortes em programas sociais

O presidente afirmou que vai manter o equilíbrio entre políticas sociais e responsabilidade fiscal. Para ele, não haverá cortes de programas sociais que atinjam a população mais pobre apenas para agradar o mercado.

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“A única coisa que ele [mercado] tem que saber é que o pobre não pagará a conta. A única coisa que ele [mercado] tem que saber é que nós não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício”, afirmou.

Dívida pública para obras e patrimônio

Lula defendeu que o endividamento público pode financiar obras e ampliar o patrimônio do país, desde que o governo tenha capacidade de pagamento. Ele citou ferrovias, estradas, pontes e aeroportos como exemplos de ativos que podem ser construídos com dívida.

“Ninguém pode gastar mais do que tem. Agora, se a gente quiser construir um ativo novo, você pode fazer dívida, mas para construir um patrimônio para esse país. Uma ferrovia, uma estrada, uma ponte, um aeroporto. Você pode fazer uma dívida desde que você possa pagar”, argumentou.

Segundo o presidente, a relação entre dívida e PIB no Brasil fica abaixo da registrada por Estados Unidos, França, Japão e Itália. Ele também lembrou que, durante seu governo, o país quitou US$ 30 bilhões em dívida externa, acumulou US$ 270 bilhões em reservas e emprestou US$ 1 bilhão ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

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Governo admite falhas na divulgação de resultados

Lula reconheceu que o governo tem dificuldade para divulgar suas realizações econômicas. Ele pediu que a equipe ajude a mostrar os resultados da economia brasileira.

“Nós temos que criar a nossa narrativa. E nós temos que aprender a divulgar as coisas que nós fazemos”, declarou.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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