“Temos que ter uma economia arrumada”: Lula defende responsabilidade fiscal para atrair investidor

Na primeira agenda oficial desde a reeleição, o presidente falou no conselho de minerais críticos.

2 min

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante sanção do PLP nº 186/2026 (limites do MEI e remissão de créditos da União) e envio de PEC sobre tarifa zero no transporte coletivo aos fins de semana e feriados, no Palácio do Planalto, Brasília-DF | Foto: Ricardo Stuckert
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante sanç...
▼

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, na quinta-feira (5), a responsabilidade fiscal e jurídica como condição para atrair investimentos estrangeiros ao Brasil. A fala ocorreu na reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), primeiro evento oficial de Lula desde a reeleição.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na mesma reunião, os integrantes do colegiado fixaram quais minerais o governo vai acompanhar com atenção especial. Ao todo, são 27 minerais divididos em três classes.

Lula cobra seriedade fiscal para atrair capital

Ao discursar, Lula afirmou que o dinheiro estrangeiro não chega por simpatia pessoal. “Se quisermos atrair capital, temos que ter seriedade. Ninguém vai colocar dinheiro aqui por causa dos belos cabelos do Lula e do Alckmin ou pelos olhos do Dario [Durigan, ministro da Fazenda]. As pessoas vão colocar dinheiro se perceberem que o investimento vai criar benefício para o objetivo deles e, ao mesmo tempo, gerar retorno financeiro. É por isso que nós temos que ter responsabilidade fiscal […] Temos que ter uma economia arrumada”, disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A fala acontece em um momento de cobrança sobre as contas públicas. O governo recebe pressões e críticas de setores políticos e econômicos, que questionam principalmente a sustentabilidade da dívida pública, a gestão do Orçamento e o ritmo dos cortes de gastos.

Conselhão nasceu para cuidar de minerais estratégicos

O CIMCE, conhecido como ‘Conselhão’, foi criado em 16 de setembro de 2026 e integra a iniciativa do governo para tratar de minerais críticos e estratégicos. O colegiado é o espaço onde a lista de prioridades foi discutida e aprovada.

Na classe 1, estão terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio. Já a classe 2 reúne tungstênio, cromo, vanádio, tântalo, titânio, fosfato, potássio e enxofre.

A classe 3 é a mais extensa e inclui nióbio, estanho, ferro, zinco, ouro, magnésio, molibdênio, tório, alumínio e o grupo da platina.

Leia também

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!