“Temos que ter uma economia arrumada”: Lula defende responsabilidade fiscal para atrair investidor

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, na quinta-feira (5), a responsabilidade fiscal e jurídica como condição para atrair investimentos estrangeiros ao Brasil. A fala ocorreu na reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), primeiro evento oficial de Lula desde a reeleição.
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Na mesma reunião, os integrantes do colegiado fixaram quais minerais o governo vai acompanhar com atenção especial. Ao todo, são 27 minerais divididos em três classes.
Lula cobra seriedade fiscal para atrair capital
Ao discursar, Lula afirmou que o dinheiro estrangeiro não chega por simpatia pessoal. “Se quisermos atrair capital, temos que ter seriedade. Ninguém vai colocar dinheiro aqui por causa dos belos cabelos do Lula e do Alckmin ou pelos olhos do Dario [Durigan, ministro da Fazenda]. As pessoas vão colocar dinheiro se perceberem que o investimento vai criar benefício para o objetivo deles e, ao mesmo tempo, gerar retorno financeiro. É por isso que nós temos que ter responsabilidade fiscal […] Temos que ter uma economia arrumada”, disse.
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A fala acontece em um momento de cobrança sobre as contas públicas. O governo recebe pressões e críticas de setores políticos e econômicos, que questionam principalmente a sustentabilidade da dívida pública, a gestão do Orçamento e o ritmo dos cortes de gastos.
Conselhão nasceu para cuidar de minerais estratégicos
O CIMCE, conhecido como ‘Conselhão’, foi criado em 16 de setembro de 2026 e integra a iniciativa do governo para tratar de minerais críticos e estratégicos. O colegiado é o espaço onde a lista de prioridades foi discutida e aprovada.
Na classe 1, estão terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio. Já a classe 2 reúne tungstênio, cromo, vanádio, tântalo, titânio, fosfato, potássio e enxofre.
A classe 3 é a mais extensa e inclui nióbio, estanho, ferro, zinco, ouro, magnésio, molibdênio, tório, alumínio e o grupo da platina.
Editoria:
Redação Política
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