Lula deve convocar setor produtivo após a COP31 para detalhar política econômica do novo governo

Reunião ainda sem data deve ter formato de escuta, com foco em juros e gastos públicos, antes de Lula definir a política econômica com a equipe de transição.

2 min

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto: Reprodução/CNN Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve convocar representantes do setor produtivo para detalhar a política econômica do novo governo. A informação é da analista de política Edilene Lopes, que a apurou com integrantes do primeiro escalão, e foi dada durante o CNN 360º na segunda-feira (2).

Na avaliação de Edilene, o chamado não deve se limitar às entidades ligadas ao Conselhão. “O presidente Lula certamente vai chamar para reunir representantes de vários setores produtivos, inclusive os que não pertecem ao Conselhão, que é uma estrutura não deliberativa com quem o presidente se reúne para ouvir e detalhar o que vai ser feito”, relatou a analista.

Encontro deve ocorrer após viagem à COP31

Ainda não há data para a reunião. Ela deve acontecer logo depois que Lula voltar da viagem à COP31, que será realizada em Antalya, na Turquia, a partir do dia 9.

Pelo que Edilene apurou, o formato lembra o que presidenciáveis costumavam fazer em pré-campanhas, só que agora já sem o peso da disputa eleitoral. “Será uma reunião mais para escutar do que para detalhar”, afirmou a analista. A ideia é ouvir as demandas do setor e incorporá-las à política econômica.

Somente depois desse encontro, de acordo com ela, Lula deve sentar com a equipe de transição para definir e apresentar os resultados da política econômica. A conversa com os setores também deve indicar qual será o papel deles no novo governo.

Setor produtivo cobra juros e gastos públicos

Segundo Edilene, a principal demanda do setor gira em torno de uma “dobradinha”: redução da taxa de juros e diminuição dos gastos públicos. Para ela, a falta dessa sinalização do governo preocupa quem produz o Produto Interno Bruto (PIB) no país.

A analista disse ainda que parte do empresariado está “com o pé muito atrás” em relação a Lula. O motivo, segundo ela, é a falta de detalhes sobre a política econômica e a ausência de nomes para postos-chave.

Leia também

Nos bastidores, também circula a possibilidade de André Lara Rezende, um dos idealizadores do Plano Real, se encontrar com o presidente. Edilene afirmou, porém, que essa conversa ainda não tem data marcada. Ela lembrou um manifesto assinado por vários tucanos, integrantes de governos anteriores, como o de Fernando Henrique Cardoso. “Esse não foi um encontro gratuito e eles devem participar da condução da política econômica e devem ser escutados pelo presidente”, afirmou.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.