Bolsonaristas migram para as redes de Trump: 1,2 milhão de interações, 34% são pedidos de socorro

Estudo da Ativaweb Data Lab analisou menções no Instagram e no Facebook de Trump após a reeleição de Lula e aponta indícios de inautenticidade e de estratégia.

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Brasileiros pedem ao presidente Donald Trump que salve o Brasil | Foto: Reprodução/Veja
Brasileiros pedem ao presidente Donald Trump que salve o Brasil ...
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Os bolsonaristas reagiram à reeleição do presidente Lula de um jeito diferente do que se viu após a derrota de 2022, segundo estudo da Ativaweb Data Lab. Em vez de acampamentos em frente aos quartéis, a militância passou a se concentrar em comentários nas redes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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Para chegar a essa conclusão, a organização analisou 1 234 989 menções, entre comentários e curtidas no Instagram e no Facebook. Também fez uma amostragem qualitativa em sete publicações do perfil de Trump registradas em 29 de outubro.

Pedidos de socorro lideram as interações

Do total de interações, 34,1% eram pedidos de socorro. Entre as curtidas, a fatia ficou em 33,4%, o que mostra que o apelo aparece com força tanto nos comentários quanto no botão de curtir.

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A narrativa de fraude eleitoral e ditadura respondeu por quase 8% dos comentários e 9,2% das curtidas. Já as iscas de engajamento, como enquetes informais criadas para provocar cliques, somaram 7,4% dos comentários e concentraram 40% das curtidas.

Curtida funcionaria como voto simbólico

Para o CEO da Ativaweb Data Lab, Alek Maracajá, o levantamento indica que a reação nas redes faz parte de uma mobilização política que segue em curso. Nessa leitura, a curtida teria o peso simbólico de um voto.

“Ninguém ali está conversando com Trump. Estão fazendo uma contagem pública de cabeças, e a curtida é o voto que eles sentem que perderam na urna”, explica o cientista de dados.

Relatório aponta sinais de inautenticidade

O estudo afirma que a passagem do protesto físico para o engajamento algorítmico reúne indícios de inautenticidade digital. Entre eles estão contas rotuladas por inteligência artificial e quedas abruptas de curtidas.

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Para o relatório, esses elementos apontam para uma estratégia coordenada de questionamento da vitória petista por meio de pressão internacional. “Quando as palavras mais usadas são SOS e Help, não há debate. Há um pedido de resgate a quem não tem jurisdição sobre a urna brasileira”, completa Maracajá.

Movimento tenta mobilizar apoio estrangeiro

Segundo a análise da Ativaweb Data Lab, o movimento mostra como o ativismo em rede passa a atuar em uma dinâmica global de contestação de processos eleitorais. A estratégia busca instigar potências estrangeiras a interferir em dinâmicas democráticas locais.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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