Lutador preso por atacar vizinhas na zona Norte do Rio culpa anabolizantes por falha de memória

Lucas Portela Fontana Gomes invadiu apartamentos em prédio da Avenida Maracanã e atacou uma idosa de 81 anos e outra moradora no elevador.

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Câmera de segurança registrou o momento em que Lucas Portela entra no elevador do prédio, onde uma vizinha seria agredida na sequência, no Maracanã | Foto: Reprodução/CNN Brasil

Um homem foi preso na sexta-feira (6) suspeito de agredir três vizinhas em um prédio na zona Norte do Rio de Janeiro. Ao depor, ele disse à polícia que não se lembrava das agressões.

O lutador Lucas Portela Fontana Gomes afirmou à Polícia Civil que faz uso de anabolizantes e que, provavelmente por isso, não se recorda do que aconteceu. O caso segue em investigação no 18° DP (Praça da Bandeira).

Ataques começaram de madrugada dentro de um prédio na Avenida Maracanã

Os ataques começaram na madrugada da quinta-feira (5), dentro do próprio apartamento de Lucas, que também morava no edifício da Avenida Maracanã. Ele iniciou uma confusão e passou a ameaçar os vizinhos. Moradores acionaram policiais militares e guardas municipais por volta de 1h10.

Segundo as equipes, Lucas deixou o apartamento e começou a entrar em outros imóveis, gritando que mataria os moradores. Uma das primeiras vítimas fugiu pelas escadas com a família, ainda durante as agressões. Em seguida, o homem invadiu outro apartamento e atacou uma mulher de 81 anos, que precisou ser hospitalizada.

Vizinha foi derrubada e estrangulada no elevador

O terceiro ataque aconteceu no elevador. Ao ouvir os gritos da vizinha, outra moradora saiu para ajudar e deu de cara com Lucas assim que a porta se abriu. Ela foi derrubada e levou socos e chutes. Segundo relatos, o homem ainda a estrangulou por vários minutos.

Durante esse período, as câmeras de segurança do elevador gravaram o ataque. A CNN Brasil teve acesso às imagens, mas decidiu não exibi-las na íntegra por causa da extrema violência. Os registros, segundo a emissora, mostram a gravidade da agressão e as marcas de sangue deixadas no local.

Polícia pediu prisão temporária após ouvir vítimas e testemunhas

Investigadores da 18ª DP (Praça da Bandeira) ouviram as vítimas e testemunhas e reuniram imagens do circuito de segurança. Com essas provas, o delegado titular Alvaro de Oliveira Gomes pediu à Justiça a prisão temporária de Lucas, que foi autorizada e cumprida.

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Um funcionário do prédio contou à polícia que o homem era alguém que “tentava arrumar confusão de graça com os outros”, esbarrando sem motivo em vizinhos, gritando e colocando música alta no apartamento. Investigadores também receberam relatos informais de brigas anteriores em academias do Rio, e esse ponto será apurado no inquérito.

Acusado responderá por tentativa de feminicídio e outros crimes

Lucas está preso temporariamente por 30 dias, prorrogáveis por mais 30 dias. A audiência de custódia está prevista para a tarde do sábado (7). Depois da prisão, ele foi levado ao presídio de Benfica, onde está à disposição da Justiça.

Ele vai responder por tentativa de feminicídio, ameaça, violação de domicílio, lesão corporal e resistência. Uma das vítimas, uma idosa de 81 anos, segue internada com traumatismo craniano.

A reportagem tenta localizar a defesa do suspeito. Até a publicação, a defesa não se manifestou.

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