David Corrêa, do Vasco, entrega passaporte à Polícia Civil e vira réu na Operação A Tropa

O atacante David Corrêa, do Vasco, entregou o passaporte à Polícia Civil na sexta-feira, 30, por determinação da Justiça do Espírito Santo. A medida integra a Operação A Tropa, que apura uma suposta organização criminosa ligada a tráfico de drogas e armas e a lavagem de dinheiro.
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Além de entregar o documento, o jogador ficou proibido de deixar o Brasil e de manter contato com outros investigados e testemunhas. Ele também precisará comparecer periodicamente à Justiça. Segundo a imprensa, o passaporte foi entregue por um advogado ligado ao atleta.
Justiça aceita denúncia e David vira réu
Com o recebimento da denúncia feita pelo Ministério Público do Espírito Santo, David passou à condição de réu. Ele é acusado de financiar o tráfico de drogas e de integrar organização criminosa. O caso começou com apurações sobre uma tentativa de homicídio ocorrida em 2024, na cidade da Serra, no Espírito Santo.
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O descumprimento injustificado das medidas cautelares pode resultar na decretação de prisão preventiva, desde que haja nova decisão judicial nesse sentido.
O que a Polícia Civil aponta contra David
A Operação A Tropa foi deflagrada pela Polícia Civil do Espírito Santo para investigar um grupo suspeito de atuar no tráfico interestadual de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro e organização criminosa. As autoridades também apuram possíveis ligações com o Comando Vermelho.
Durante a investigação, os agentes encontraram conversas entre David e pessoas apontadas como integrantes do grupo. Segundo a Polícia Civil, essas mensagens levantaram suspeitas de que o jogador possa ter participado do financiamento do tráfico. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência dele, no Rio de Janeiro, e no centro de treinamento do Vasco.
Em depoimento, David negou envolvimento com o tráfico de drogas e armas. O inquérito também cita outros atletas e empresários, mas a situação jurídica de cada um é diferente.
Defesa diz que pedidos de prisão e bloqueio foram negados
Em nota, o advogado Silmar Junior, que defende David, afirmou que o jogador do Vasco rejeita por completo as acusações e acredita que sua inocência será comprovada ao longo do processo. Ele lembrou que a Justiça negou os pedidos de prisão preventiva e de bloqueio de imóveis e de ativos financeiros.
Para a defesa, o recebimento da denúncia significa apenas que David responderá a uma ação penal, e não uma condenação. O processo segue em andamento, e o jogador continua submetido às medidas cautelares fixadas pela Justiça.
Na íntegra, o posicionamento da defesa diz que o advogado nega as acusações desde o início das investigações e segue confiante na inocência do atleta.
A nota também afirma que a aceitação da denúncia é apenas um juízo preliminar sobre fatos que serão esclarecidos no curso do processo. David, de acordo com a defesa, continua colaborando com a Justiça, cumprirá as determinações judiciais e espera ser absolvido ao final do caso.
Editoria:
Redação Esportes
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