David Corrêa, do Vasco, entrega passaporte à Polícia Civil e vira réu na Operação A Tropa

Atacante está proibido de deixar o Brasil, não pode contatar investigados e testemunhas e deve comparecer à Justiça.

3 min

David, atacante do Vasco | Foto: Reprodução/Exame
David, atacante do Vasco | Foto: Reprodução/Exame

O atacante David Corrêa, do Vasco, entregou o passaporte à Polícia Civil na sexta-feira, 30, por determinação da Justiça do Espírito Santo. A medida integra a Operação A Tropa, que apura uma suposta organização criminosa ligada a tráfico de drogas e armas e a lavagem de dinheiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além de entregar o documento, o jogador ficou proibido de deixar o Brasil e de manter contato com outros investigados e testemunhas. Ele também precisará comparecer periodicamente à Justiça. Segundo a imprensa, o passaporte foi entregue por um advogado ligado ao atleta.

Justiça aceita denúncia e David vira réu

Com o recebimento da denúncia feita pelo Ministério Público do Espírito Santo, David passou à condição de réu. Ele é acusado de financiar o tráfico de drogas e de integrar organização criminosa. O caso começou com apurações sobre uma tentativa de homicídio ocorrida em 2024, na cidade da Serra, no Espírito Santo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O descumprimento injustificado das medidas cautelares pode resultar na decretação de prisão preventiva, desde que haja nova decisão judicial nesse sentido.

O que a Polícia Civil aponta contra David

A Operação A Tropa foi deflagrada pela Polícia Civil do Espírito Santo para investigar um grupo suspeito de atuar no tráfico interestadual de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro e organização criminosa. As autoridades também apuram possíveis ligações com o Comando Vermelho.

Durante a investigação, os agentes encontraram conversas entre David e pessoas apontadas como integrantes do grupo. Segundo a Polícia Civil, essas mensagens levantaram suspeitas de que o jogador possa ter participado do financiamento do tráfico. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência dele, no Rio de Janeiro, e no centro de treinamento do Vasco.

Em depoimento, David negou envolvimento com o tráfico de drogas e armas. O inquérito também cita outros atletas e empresários, mas a situação jurídica de cada um é diferente.

Leia também

Defesa diz que pedidos de prisão e bloqueio foram negados

Em nota, o advogado Silmar Junior, que defende David, afirmou que o jogador do Vasco rejeita por completo as acusações e acredita que sua inocência será comprovada ao longo do processo. Ele lembrou que a Justiça negou os pedidos de prisão preventiva e de bloqueio de imóveis e de ativos financeiros.

Para a defesa, o recebimento da denúncia significa apenas que David responderá a uma ação penal, e não uma condenação. O processo segue em andamento, e o jogador continua submetido às medidas cautelares fixadas pela Justiça.

Na íntegra, o posicionamento da defesa diz que o advogado nega as acusações desde o início das investigações e segue confiante na inocência do atleta.

A nota também afirma que a aceitação da denúncia é apenas um juízo preliminar sobre fatos que serão esclarecidos no curso do processo. David, de acordo com a defesa, continua colaborando com a Justiça, cumprirá as determinações judiciais e espera ser absolvido ao final do caso.

A Redação Esportes reúne a cobertura do Clique Fatos sobre futebol brasileiro e internacional, competições e bastidores do esporte. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!