Justiça da Itália rejeita extradição de Carla Zambelli; futuro jurídico dela gera incertezas

Decisão da Justiça Italiana sobre Carla Zambelli
A Justiça da Itália anunciou, na última quinta-feira (11), a decisão que rejeitou o pedido de extradição de Carla Zambelli. Após a divulgação do documento, o advogado de Zambelli afirmou que ela deve ser removida da lista da Interpol. No entanto, a situação jurídica da ex-deputada continua incerta.
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De acordo com o analista de Política Pedro Venceslau, o advogado Fábio Pagnozzi mencionou que agora se inicia uma nova fase do ponto de vista jurídico. “Ele ainda não consegue compreender completamente como ficará a situação de Carla Zambelli em relação à difusão vermelha da Interpol”, relatou Venceslau ao programa CNN 360º na sexta-feira (12).
Implicações da Difusão Vermelha
Os indivíduos incluídos na difusão vermelha da Interpol enfrentam restrições para circular em aeroportos internacionais, o que pode resultar em prisão. Segundo informações obtidas por Venceslau junto ao analista de Segurança Pública Elijonas Maia, quando uma pessoa é detida, seu nome é retirado da difusão vermelha. “A questão é que o nome pode ser reintegrado à lista da Interpol se houver um pedido da Polícia Federal brasileira ou do governo brasileiro”, ressaltou Venceslau.
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O advogado Fábio Pagnozzi informou que pretende buscar apoio do governo italiano para intermediar a comunicação com a Interpol e as autoridades policiais, visando entender com clareza a situação jurídica de Zambelli e se ela está autorizada a circular pela União Europeia. “Evidentemente que no Brasil ela não pode pisar neste momento, pois há uma ordem de prisão contra ela.
Se ela pode deixar a Itália, essa é uma outra questão que precisa ser esclarecida”, afirmou o analista.
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Histórico de Condenações
Carla Zambelli fugiu do Brasil após ser condenada a 10 anos de prisão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além disso, foi condenada por porte ilegal de arma e ameaça, em um incidente ocorrido em São Paulo, próximo a uma eleição.
Em relação a essa segunda condenação, há um outro processo de extradição em andamento na Itália.
A decisão da Corte Suprema italiana, proferida em 22 de maio e divulgada nesta sexta-feira, indicou que houve violação do direito a um julgamento justo no processo realizado no Brasil. O documento afirma que Zambelli foi simultaneamente vítima de um dos crimes que lhe foram imputados e parte do colegiado julgador.
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Essa circunstância, segundo a corte italiana, comprometeu a imparcialidade do processo.
Em resposta, o presidente do STF, Edson Fachin, assinou uma nota em que defende que o processo transcorreu de acordo com a Constituição Federal brasileira, garantindo o direito à ampla defesa.
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.



