Justiça aceita denúncia e homem vira réu por morte da namorada em MG
A Justiça de Minas Gerais deu o primeiro passo formal para levar a julgamento Adalton Martins Gomes, acusado de matar a namorada por asfixia e tentar disfarçar o crime como suicídio. A juíza do 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte aceitou a denúncia contra ele, que agora se torna réu.
O crime aconteceu em 9 de fevereiro deste ano, no apartamento da vítima, no bairro Savassi, na região Centro – Sul de Belo Horizonte. A estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, foi encontrada morta no imóvel onde morava, na Rua Pernambuco.
Ela cursava Psicologia e Gestão em Saúde. Após a morte, o suspeito teria pedido o reconhecimento de união estável para ficar com o apartamento dela.
Investigação mudou de rumo
A princípio, a Polícia Civil tratou o caso como suicídio. No local, os agentes encontraram um vidro vazio do medicamento clonazepam. A vítima tinha histórico de depressão e já havia tentado tirar a própria vida antes. No entanto, a autópsia revelou sinais de obstrução dos orifícios na boca e lesões internas, que apontaram asfixia mecânica por sufocação direta como causa da morte.
A ocorrência foi então reclassificada como feminicídio.
De acordo com as investigações, o relacionamento do casal durava cerca de quatro meses. Logo após o início do namoro, o suspeito teria se mudado para a casa de Giovanna e eles viviam juntos. Familiares e amigos próximos relataram à polícia que ela se afastou deles e mudou a forma de se vestir depois que começou o namoro.
A corporação classificou o comportamento como “retraimento social”.
Atitudes após a morte
Depois que Giovanna morreu, o acusado continuou morando no apartamento dela. Segundo as diligências, no mesmo dia do enterro, ele teria entrado com o pedido de reconhecimento de união estável. O suspeito também teria enviado áudios para a família e amigas da vítima, afirmando que a mulher “morreu em meus braços”.
A polícia teve acesso a câmeras de segurança do prédio, que mostram o suspeito saindo do local horas depois do horário da morte. As investigações também apontam que a ex – mulher de Adalton fez um registro recente de violência psicológica e perseguição.
Ele ainda tem um registro de importunação sexual contra outra mulher. Vizinhos relataram diversos conflitos com ele.
Prisão e próximos passos
A prisão temporária de Adalton foi cumprida em 15 de maio. Em 26 de junho, a Justiça converteu a prisão em preventiva. Agora, ele tem dez dias para apresentar resposta à acusação. A CNN tenta localizar a defesa do acusado para manifestação.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
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