Jaques Wagner reage com emojis a notícias sobre o Banco Master, diz relatório da PF

Jaques Wagner demonstra apoio a notícias sobre o Banco Master, revelando um envolvimento ativo em discussões sobre sua autonomia e operações financeiras.

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Senador Jaques Wagner (PT-BA) | Foto: Reprodução
Senador Jaques Wagner (PT-BA) | Foto: Reprodução

O senador Jaques Wagner (PT-BA) demonstrou reações através de emojis, como “joinha” e “mãos em oração”, a notícias sobre o Banco Master e empresas do grupo, conforme um relatório da Polícia Federal divulgado nesta quinta-feira (30). A investigação revelou um “padrão recorrente” de comunicação entre Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

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Entre os temas discutidos por Lima e Wagner estavam a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca a autonomia do Banco Central, alterações na estrutura societária do Banco Master, a elevação da nota de crédito da instituição pela agência Fitch e aprovações relevantes no Senado.

Entre os temas estavam ainda a aprovação do BRB pela compra de 58% do capital do Master e a aprovação, no Senado, de requerimento para que o presidente do BC, Gabriel Galípolo, prestasse informações sobre a compra do Master.

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Diálogos reveladores

A PF destacou que os diálogos entre o senador e Lima indicam um “padrão sistemático de engajamento” nas pautas relacionadas ao banco liquidado. A cada notícia sobre mudanças acionárias ou elevação da nota de crédito do Banco Master, Wagner respondeu com reações positivas, como emojis expressando satisfação.

O relatório menciona: “Ao ser informado sobre a elevação da avaliação de crédito do Banco Master pela Fitch, o Senador respondeu com três figuras de ‘mãos em oração’”.

A situação culminou em uma mensagem enviada por Lima em março de 2025, onde afirmava que Wagner “mais do que ninguém sabe de minha história e faz parte disso!!”. Essa frase levou a PF a concluir que o senador não era apenas um destinatário passivo das informações, mas sim um parceiro consciente da trajetória do banco e das operações a ele associadas.

Implicações legais e investigações

No contexto das investigações, houve menção a uma negociação envolvendo um imóvel avaliado em R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner, que ocorreu após a prisão de Vorcaro. O ex-líder do governo no Senado foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero; entre as benesses oferecidas por Lima aparecem a compra de um imóvel, propina e ingressos para um show.

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Lima, conhecido como “Guga Lima”, foi CEO do Banco Master e controlador do Banco Pleno, que passou por liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em fevereiro deste ano. Ele foi preso preventivamente durante a primeira fase da operação realizada em novembro de 2025.

O depoimento dele é considerado crucial nas investigações sobre fraudes associadas ao banco e suas relações com empresas como Tirreno, Cartus e BRB.

A defesa do senador Jaques Wagner foi contatada pela CNN Brasil para comentar as acusações. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais sobre o assunto.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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