Ivan Moraes questiona policiamento ostensivo em Pernambuco com aumento da violência

Ivan Moraes expõe preocupações com aumento da violência policial em Pernambuco sob gestão pública.

3 min

Atuação de policiais militares recém-formados na RMR é alvo de críticas por truculência e despreparo | Foto: Reprodução

A atuação do policiamento ostensivo em Pernambuco está sob forte questionamento após críticas de especialistas que apontam um foco maior no marketing da gestão, e não na segurança pública real. Ivan Moraes levantou dúvidas sobre os protocolos adotados pelos policiais militares recém formados — apelidados por ele como ‘laranjinhas’ —, sugerindo uma estratégia mais voltada à imagem institucional.

Moraes também criticou o fato desses novatos serem vistos com destaque em bairros considerados classe média e baixos índices criminais ou durante eventos públicos específicos, indicando a possibilidade de caráter político nas operações das forças estaduais.

Críticas ao policiamento ostensivo: letalidade aumenta

O especialista apontou dados alarmantes que contrastam diretamente com essa narrativa. Segundo Moraes, longe dos holofotes midiáticos do dia a dia da gestão pública, há um aumento significativo na violência policial no estado. Ele detalhou números sobre o uso da força letal pela polícia: o índice teria aumentado 30% em relação ao ano anterior.

Além disso, foram registradas mais de 89 mortes em decorrência dessas ações, e mais de 90% das vítimas são jovens negros.

A resposta oficial: treinamento e controle

Em contrapartida aos questionamentos levantados por Ivan Moraes, a Secretaria de Defesa Social (SDS-PE) divulgou uma nota esclarecendo as diretrizes operacionais das forças estaduais. Segundo órgão estadual, todos os profissionais da segurança — seja na Polícia Militar ou Civil —, passam obrigatoriamente por um processo formativo específico antes mesmo do início dos trabalhos.

Nos últimos anos, mais de 4.400 soldados concluíram o curso de formação da PM de Pernambuco. Essa formação durou sete meses.

O treinamento abrangeu trinta e nove disciplinas distintas, incluindo temas cruciais como direitos humanos aplicados na atividade policial militar, ética profissional rigorosa e procedimentos operacionais padrão. A SDS PE enfatizou que não é possível vincular o fato de um agente ser recém-formado com qualquer denúncia específica de conduta inadequada; os profissionais agem pautados pelos princípios da legalidade, disciplina e respeito aos cidadãos.

Leia também

Abordagens policiais

Os mais de quatro mil soldados incorporados recentemente ao efetivo atuam diariamente em Recife e toda Região Metropolitana. A Secretaria reafirmou seu compromisso ético junto à população e esclareceu como funcionam as abordagens nas ruas ou grandes eventos.

Essas ações são consideradas instrumentos essenciais na atividade policial porque permitem tanto prevenir crimes quanto retirar armas que circulam ilegalmente.

A SDS também detalhou os mecanismos internos para lidar com desvios. Qualquer denúncia ou possível irregularidade é encaminhada à Corregedoria Geral por meio dos devidos procedimentos administrativos legais.

Para garantir a transparência, toda manifestação recebida passa inicialmente por um procedimento preliminar que coleta informações necessárias antes mesmo do início qualquer análise administrativa formal na Secretaria.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.