De açougue a exportadora: Masterboi leva a primeira carne bovina do Nordeste à China

Lote de 27 toneladas segue por Suape até Xangai, e a empresa prevê passar de mil bovinos abatidos por dia até o fim de 2026, com novas vagas na região.

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A Masterboi despachou na sexta-feira (23), a partir de seu frigorífico em Canhotinho, no Agreste de Pernambuco, a primeira carga de carne bovina do Nordeste vendida para a China. A unidade é a única da região autorizada a exportar o produto ao mercado chinês.

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O lote, de 27 toneladas, vai primeiro ao Porto de Suape (PE) e, de lá, segue de navio até o porto de Xangai. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, esteve no local para acompanhar a saída da mercadoria.

André de Paula vê marco para a pecuária nordestina

Para o ministro, a habilitação tem potencial para abrir novos negócios aos criadores do Nordeste. Ele classificou a operação como um marco para Pernambuco e para a entrada da produção regional no comércio internacional.

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Nelson Bezerra, presidente da Masterboi, também apontou o peso do embarque tanto para a companhia quanto para o estado. A empresa nasceu como um pequeno açougue e foi crescendo até chegar às vendas no exterior.

Hoje, a Masterboi vende para mais de 140 países, com clientes no Oriente Médio e na China. Com a liberação da planta pernambucana, a empresa reforça sua fatia nas exportações e a carne bovina nordestina ganha uma nova porta de saída.

Abate deve passar de mil bovinos por dia até o fim de 2026

Para cumprir as regras exigidas pelos compradores estrangeiros, a fábrica de Canhotinho ganhou um túnel de congelamento automático. O investimento foi feito especificamente para adequar a unidade à exportação.

A companhia planeja ainda ampliar o abate para mais de mil bovinos por dia até o fim de 2026. Com o aumento, a expectativa é movimentar mais a indústria local e criar novas vagas de trabalho e fontes de renda na região.

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Ministro conhece trabalho do Serviço de Inspeção Federal

Na visita, André de Paula percorreu as áreas de refrigeração e empacotamento e observou o trabalho do Serviço de Inspeção Federal (SIF). Os fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária atuam em várias fases da cadeia: verificam os animais assim que chegam ao frigorífico, checam as condições sanitárias e seguem acompanhando o processamento até a embalagem final da carne.

Juliana Satie, que dirige o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal da pasta, explicou que a equipe confere se o estabelecimento e os produtos enviados ao exterior cumprem as normas sanitárias exigidas.

A comitiva teve ainda o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, e, pelo governo pernambucano, a secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Souto, e o titular da pasta de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca, Cícero Moraes.

Pelo lado federal, compareceram também Lázaro Medeiros, secretário-executivo da Pesca e Aquicultura; Anderson Sampaio, que chefia a Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Agricultura; e José Aldo, superintendente de Agricultura e Pecuária em Pernambuco.

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