Itaú eleva projeção de inflação de 2026 para 4,5% e da Selic para 13%

O Itaú revisou a projeção do IPCA de 2026 de 3,8% para 4,5% e a da Selic para 13%, pressionadas pela alta do petróleo. O PIB foi mantido em 1,9%.

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Foto: Reprodução
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Itaú Ajusta Projeções de Inflação e Crescimento Econômico para 2026 e 2027

O Itaú anunciou nesta semana uma revisão em suas estimativas para a inflação e o crescimento da economia brasileira. A taxa anual do IPCA, que antes era projetada em 3,8%, agora deve atingir 4,5%. Essa mudança coloca o índice no teto da meta de inflação: o centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual.

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Pressões Inflacionárias e Cenário Externo

O banco destacou que o aumento dos preços dos combustíveis, impulsionado por um preço de equilíbrio do petróleo mais elevado, é um dos principais fatores que pressionam a inflação. Além disso, o Itaú expressou preocupação com a “inércia inflacionária” e o aumento dos preços de fertilizantes, que deverão persistir em 2027.

Projeções para a Selic e o PIB

Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o Itaú elevou a projeção de 12,25% para 13%, em resposta ao impacto dos conflitos globais nos preços das commodities, especialmente do petróleo. Apesar desse cenário, o banco manteve as estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,9% para 2026 e 1,7% para 2027, argumentando que o aumento do preço do petróleo e um cenário mais favorável para o crédito habitacional compensam a desaceleração da economia mundial.

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Mercado de Trabalho e Balança Comercial

O Itaú manteve suas projeções para a taxa de desemprego em 5,7% para 2026 e 6,0% para 2027. Diante de um ambiente econômico mais incerto, o banco revisou a estimativa de déficit nas transações correntes do setor externo, elevando-a de US$ 66 bilhões para US$ 70 bilhões.

O banco ressaltou a resiliência do real frente às moedas estrangeiras.

Desempenho Fiscal e Projeções do Governo

O Itaú melhorou suas projeções para o resultado primário do governo central, prevendo que a arrecadação relacionada ao petróleo contribuirá para aumentar a receita. O déficit primário de 2026 foi revisado para baixo, de -0,8% do PIB para -0,5% do PIB, enquanto a estimativa para 2027 caiu de 0,9% para 0,6% do PIB.

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