Israel prorroga detenção do brasileiro Thiago Ávila e de Saif Abu Keshek até domingo
Detenção de Ativistas Palestinos Prolongada em Israel
O juiz Yaniv Ben-Haroush aprovou a extensão da detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila e do palestino-espanhol Saif Abu Keshek até domingo (10), às 9h no horário local (3h em Brasília). A decisão, que ocorre após a interceptação dos ativistas em águas internacionais na quinta-feira (30), não envolve acusações formais.
Os indivíduos, organizadores da Global Sumud Flotilha, estão sob custódia do Estado israelense.
A Adalah, associação jurídica de direitos humanos que os representa, ressaltou que a detenção se baseia em interrogatórios em andamento e que as alegações contra os ativistas são infundadas. A organização enfatizou que Thiago e Saif não são cidadãos israelenses e não estavam sob jurisdição israelense no momento do sequestro, argumentando que a lei doméstica israelense não se aplica a eles.
Evidências Secretas e Recurso Imediato
A aprovação do juiz Ben-Haroush foi, em parte, baseada em evidências secretas, que os ativistas e seus advogados não tiveram acesso para examinar. A defesa criticou a decisão, afirmando que o tribunal concedeu a extensão de seis dias solicitada pelo Estado sem impor restrições judiciais ao período de interrogatório.
Em resposta, a Adalah anunciou o recurso imediato ao Tribunal Distrital, buscando a libertação imediata e incondicional dos ativistas.
Acusações e Protesto
Durante uma audiência anterior, o promotor estatal israelense apresentou acusações, incluindo auxílio ao inimigo em tempo de guerra, contato com agente estrangeiro, filiação e prestação de serviços a uma organização terrorista, e transferência de propriedade para uma organização terrorista.
A defesa rebateu, argumentando que não há conexão entre o envio de ajuda humanitária por meio de uma flotilha e qualquer organização terrorista. Ambos os ativistas permanecem em isolamento total, com os olhos vendados durante seus movimentos, inclusive durante exames médicos.
Adalah informou que os ativistas estão em greve de fome, consumindo apenas água desde a madrugada de quinta-feira (30), em protesto contra seu sequestro e o tratamento desumano que estão sofrendo.
Editoria:
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