Irã alerta Israel para encerrar campanha militar contra Hezbollah no Líbano em 16 de maio de 2026

O Irã exige que Israel cesse sua campanha militar no Líbano, alertando para uma resposta severa caso contrário, em meio a negociações de paz com os EUA

17/06/2026 14:56

3 min

(Imagem de reprodução da internet).
(Imagem de reprodução da internet).

Irã alerta Israel sobre campanha contra Hezbollah no Líbano

O quartel-general militar do Irã emitiu um alerta a Israel nesta terça-feira, 16 de maio de 2026, pedindo que o país encerre sua campanha militar contra o Hezbollah no Líbano. A informação foi divulgada pela agência de notícias semioficial Fars, que publicou um comunicado atribuído ao Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal comando militar conjunto do Irã.

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No comunicado, o Irã advertiu que, caso Israel não cesse suas ações no sul do Líbano, deve se preparar para uma resposta severa das forças armadas iranianas. O Irã e o Paquistão afirmaram que o acordo entre o Irã e os Estados Unidos requer que Israel interrompa as hostilidades.

Horas antes do anúncio do acordo, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu publicamente que Israel parasse os ataques no Líbano.

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Reações e posicionamentos dos EUA

Apesar do pedido de Trump, um alto funcionário dos EUA declarou que o acordo não impõe a retirada de Israel do Líbano, e o país se recusa a interromper sua campanha militar contra o Hezbollah, grupo militante libanês apoiado pelo Irã. O principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, reiterou que Israel deve se retirar das “áreas ocupadas” no Líbano durante uma conversa telefônica com o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri.

Essa conversa ocorreu enquanto Teerã e Washington se preparavam para assinar um acordo de paz nesta sexta-feira, 19 de maio, com o objetivo de encerrar a guerra entre os dois países. Qalibaf enfatizou que “a população do sul do Líbano deve retornar às suas casas” em uma postagem em seu canal no Telegram.

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Interações entre Trump e Netanyahu

Na mesma terça-feira, Trump se reuniu com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e comentou que o líder israelense precisa ser “mais responsável em relação ao Líbano”. Nos últimos meses, Trump expressou preocupação de que as ações de Netanyahu estivessem dificultando um acordo entre os EUA e o Irã ao atacar o Hezbollah.

Trump afirmou: “Sem mim, não haveria Israel, porque nenhum outro presidente estaria disposto a fazer o que eu fiz”, em resposta a uma pergunta sobre sua frustração com Netanyahu. Por sua vez, Netanyahu tem evitado confrontos públicos com Trump e, ao comentar sobre o acordo EUA-Irã na segunda-feira, 15 de maio, disse: “Há casos em que o presidente Trump e eu não concordamos. […] Sou responsável pelos interesses de segurança de Israel, e isso precisa ser feito com sabedoria.” Uma fonte israelense informou que o primeiro-ministro está tentando o retorno do presidente americano da Cúpula do G7 na Europa.

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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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